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HISTÓRICO DO MONITORAMENTO DE QUALIDADE DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

O monitoramento executado pela Cetesb tem seu histórico iniciado em 1977, em atendimento ao regulamento da Lei 997/76, aprovado pelo Decreto Estadual 8468/76, quando foi publicado um relatório sobre a poluição das águas subterrâneas no Estado de São Paulo, elaborado com base em dados disponíveis nos cadastros da Cetesb e do DAEE.

Um dos objetivos deste relatório foi a obtenção de um panorama geral da qualidade e da contaminação das águas subterrâneas no estado e uma de suas recomendações foi a implantação de uma rede fixa de monitoramento das águas subterrâneas em poços e nascentes, com execução de um programa de amostragem regular nestes pontos, de forma a obter, armazenar e disponibilizar os dados necessários ao controle de fontes potenciais de poluição, previsões de tendências de qualidade, planejamento e tomada de decisões (CETESB, 1977).

Em 1979, a Cetesb, em convênio com o DAEE e a empresa Israelense ENCO-TAHAL, concluiu um projeto relativo ao controle de poluição das águas subterrâneas na Bacia do Taubaté, enunciando recomendações para a preservação da qualidade das mesmas, dentre as quais se destaca aquela relativa ao monitoramento, visando identificar, precocemente, focos de contaminação, pois segundo o relatório, uma vez contaminada, aquela parcela do aqüífero tornar-se-ia praticamente irrecuperável (Cetesb, s.d.).

Com base naquele estudo, no início da década de 1980, foi elaborada uma proposta para o monitoramento da qualidade das águas subterrâneas na Bacia Sedimentar de Taubaté, selecionando 65 poços tubulares e 12 piezômetros, localizados em função da vulnerabilidade ao risco de poluição, do uso e ocupação do solo (agrícola, urbano, industrial), da proximidade de fontes potenciais de poluição (industrias, aterros e lagoas de tratamento de efluentes e esgotos) e considerando ainda, as distintas regiões do aqüífero (área de recarga, intermediária e descarga), alinhando os poços perpendicularmente às linhas piezométricas.

As amostragens seriam semestrais (março e setembro), com parâmetros de campo e de laboratório, além de substâncias inorgânicas específicas, selecionadas em função da fonte potencial de poluição mais próxima (Cetesb s.d.). Entretanto, esta rede não chegou a ser implementada.

Somente em 1990, a rede estadual de monitoramento ambiental começou a ser efetivamente implementada, também, em atendimento à Lei 6.134 de 02.07.1988, que dispõe sobre a preservação dos depósitos naturais de águas subterrâneas, regulamentada pelo Decreto Estadual 32.955 de 07.02.1991.

O monitoramento da qualidade subsidia a proteção da água subterrânea, pois para proteger é preciso conhecer. Existem vários tipos de monitoramento, sendo que a Cetesb realiza o monitoramento regional, preferencialmente em poços de abastecimento público de água. Os empreendimentos potencialmente poluidores executam o auto-monitoramento em poços rasos, que é considerado de caráter local.

Além do critério de vulnerabilidade dos aqüíferos, foi considerada utilização da água subterrânea para poço de abastecimento público. Assim, os primeiros pontos de amostragem foram selecionados nas áreas de afloramento do Aqüífero Guarani e no Aqüífero Bauru, no centro e oeste do Estado, sendo selecionados poços de abastecimento devidamente cadastrados no DAEE e SABESP.

DAEE Sabesp
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OBJETIVOS DO PROGRAMA DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

  • Caracterizar a qualidade natural das águas subterrâneas;
  • Estabelecer Valores de Referência de Qualidade – VRQ para cada substância de interesse, por Aqüífero;
  • Avaliar as tendências das concentrações das substâncias monitoradas;
  • Identificar áreas com alterações de qualidade;
  • Subsidiar as ações da CETESB para prevenção e controle da poluição do solo e da água subterrânea;
  • Avaliar a eficácia dessas ações a longo termo;
  • Subsidiar a formulação de ações de gestão da qualidade do recurso hídrico subterrâneo, no âmbito dos Comitês de Bacias Hidrográficas; e
  • Subsidiar a classificação das águas subterrâneas para o enquadramento e a cobrança pelo uso, a fim de efetuar sua proteção.
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PONTOS DA REDE DE MONITORAMENTO DE QUALIDADE

São monitoradas, com frequência semestral, as águas de mais de 170 poços e nascentes dos diversos aqüíferos do Estado, distribuídos ainda nas diversas UGRHIs – Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado. São analisados 40 parâmetros físicos, químicos e biológicos dessas águas, sendo que na Bacia do Alto Tietê – UGRHI 6 e no município de Paulínia são também monitorados substâncias tóxicas orgânicas.

A Rede de Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas abrange os Aqüíferos Guarani, Bauru, Serra Geral, São Paulo, Taubaté, Tubarão e Pré-Cambriano e a distribuição dos pontos de monitoramento pode ser visualizada na figura abaixo.

Distribuição dos pontos de monitoramento de água subterrânea no Estado de São Paulo
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Rede Integrada de Monitoramento de Qualidade e Quantidade

A gestão do recurso hídrico subterrâneo prevê o monitoramento integrado da Qualidade e Quantidade. Assim, está sendo implantada uma rede, a ser operada pela CETESB e pelo CTH/DAEE, com recursos FEHIDRO e constituída de poços rasos especialmente destinados ao monitoramento do nível d’água e da qualidade, considerando que esses poços possam fornecer informações mais detalhadas sobre a influência das fontes de poluição.

Nessa rede, o nível d’água será mensurado diariamente nos poços de monitoramento, que estão sendo instalados preferencialmente distantes de atividades que interferem no nível d’água, como poços em bombeamento, barragens e outros, e próximos de estações Fluviométricas e Pluviométricas, com objetivo de contribuir para o cálculo do balanço hídrico regional. Os parâmetros de monitoramento da qualidade serão os mesmos analisados na Rede de Monitoramento de Qualidade da CETESB.

Estima-se que sejam necessários, no mínimo, 200 pontos de monitoramento integrado para obtenção de dados para subsidiar a gestão do recurso hídrico subterrâneo.

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CONSULTA POR AQUÍFEROS MONITORADOS

As características geoquímicas das águas subterrâneas dependem, inicialmente da composição das águas de recarga e, em seguida, de sua evolução química, influenciada diretamente pelas litologias atravessadas.

O teor de substâncias dissolvidas nas águas subterrâneas vai aumentando à medida que prossegue no seu movimento. As variações naturais de qualidade das águas subterrâneas são pequenas. Assim, características extremas ou diferentes daquelas esperadas indicam a presença de situações anômalas (corpos de minério, metamorfismo de rochas, ação antrópica).

Dentro deste contexto, há necessidade de se saber quais são os parâmetros químicos de uma determinada formação aqüífera que podem ser considerados naturais ou provenientes de fontes antrópicas, daí a importância do monitoramento das águas subterrâneas.

No Estado de São Paulo, os aqüíferos estão situados nas denominadas províncias hidrogeológicas do Paraná e Escudo Oriental do Sudeste.

Os aqüíferos correspondem, em linhas gerais, às grandes unidades geológicas, conforme apresentado nas figuras abaixo. As áreas de afloramento das rochas de cada unidade geológica, ou seja, sua distribuição em superfície, correspondem às principais áreas de recarga dos aqüíferos.

Na seção hidrológica esquemática pode-se observar a sobreposição dos aqüíferos, que define os setores de confinamento ou afloramento de um aqüífero.

Quanto à composição química natural, as águas subterrâneas do estado são predominantemente bicarbonatadas cálcicas e bicarbonatadas sódicas, apresentando teor conforme figura abaixo.

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AQUÍFEROS MONITORADOS PELA CETESB

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