26/02/2008 Projeto “Praia Verde” irá atacar as causas da poluição das praias do litoral paulista Imprima esta página
  Novo projeto de saneamento ambiental das praias paulistas foi anunciado pelo secretário Xico Graziano na reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista  
 

O secretário Xico Graziano anunciou hoje (26/02) o novo projeto da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, visando eliminar, até 2010, as fontes de poluição das praias do litoral paulista. Trata-se do Projeto “Praia Verde”, que segundo o secretário irá abranger as 295 praias do litoral do estado, por meio de um inventário, que conterá dados específicos de cada uma das praias. “Vamos atacar as frentes que causam as perdas de balneabilidade e até 2010 eliminaremos as bandeiras vermelhas das praias”, afirmou, referindo-se às bandeiras da CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental que, quando expostas com a cor vermelha, indicam que as praias estão impróprias para o banho de mar.

O anúncio do novo projeto ambiental foi feito durante a 111ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista – CONDESB, no auditório da Agência Metropolitana da Baixada Santista – AGEM, em Santos. O secretário explicou que o inventário deverá ser efetivado com o apoio das prefeituras e que o Projeto Praia Verde será desenvolvido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, junto com as Secretarias Estaduais de Saneamento e Energia, e da Habitação. Ele lembrou que parte dos recursos de investimentos a serem feitos no projeto, relativos ao saneamento básico, foi recentemente anunciado pela SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, cerca de R$ 1 bilhão. E explicou que com relação às pequenas praias, distantes dos sistemas da SABESP, os respectivos municípios deverão receber recursos para construírem estações de tratamento de esgoto locais.

Ações contra a pesca predatória

Xico Graziano também antecipou, durante o encontro em Santos, que irá adotar em breve uma série de ações visando enfrentar o grave problema da pesca predatória, com arrasto, em que os barcos se utilizam de redes de malha fina, capturando todo tipo de espécie no fundo do mar. Ele afirmou que três batalhões da Polícia Militar Ambiental já estão sendo treinados para agir como uma Guarda Costeira Paulista. Estas ações deverão ter recursos da ordem de R$ 5 milhões, para a aquisição de embarcações, equipamentos e tecnologia, entre outros custos e investimentos.
Fotografia
Pedro Calado


Graziano, ao lado do prefeito de Santos, João Papa, e do diretor da AGEM, Rubens Lara.