| 25/10/2007 | Operação Primavera/Gasômetro apreende madeira ilegal da Amazônia |
Imprima esta página | ||||||
As
empresas autuadas terão a madeira apreendida e pagarão multa,
além de responderem criminalmente |
||||||||
| Seis
dos 16 revendedores de madeira fiscalizados hoje (25/10) pela Secretaria
do Meio Ambiente, na Região Metropolitana de São Paulo,
receberam autos de infração e multa por manterem estoques
sem a documentação necessária. As empresas autuadas
terão a madeira apreendida e pagarão multa, além
de responderem criminalmente. Os responsáveis pelas mercadorias
irregulares ficarão sujeitos à pena de 6 meses a um ano,
conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais – 9.605/98 - , por
armazenarem produtos florestais sem a documentação legal,
conforme previsto no artigo 46. O comando da Polícia Militar Ambiental
acredita que o número de infratores será maior quando o
balanço geral da Operação Primavera/Gasômetro
- homenagem à zona atacadista de madeira de São Paulo -
for apresentado amanhã (26/10). Entre as irregularidades constatadas, os técnicos do Instituto Florestal apreenderam pranchas de Castanheira (Castanha do Pará), que está ameaçada de extinção e tem seu comércio proibido. A operação teve a participação de 50 policiais militares ambientais e 25 especialistas do Instituto Florestal, que tinham a missão de identificar a espécie das madeiras. “Vamos apertar o cerco contra as madeireiras ilegais”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, que participou da operação na região do Brás. Segundo o secretário, a ordem do governador José Serra é que a Secretaria seja implacável contra o comércio ilegal de madeira proveniente da região amazônica. “Como o maior centro consumidor de madeira da Amazônia, em torno de 15% do total, estando à frente inclusive de países como a França (11%) e a China (12%), São Paulo tem que assumir a responsabilidade de combater o desmatamento daquela região”, ressaltou Graziano, informando ainda que esta operação faz parte do Projeto Ambiental Estratégico “São Paulo Amigo da Amazônia”, que tem como objetivo contribuir com ações para a redução dos desmatamentos na região norte do país. Em operações recentes realizadas nas rodovias que fazem fronteira com outros estados, foram apreendidos cerca de 465 toneladas de madeira ilegal, sem documentação, inclusive uma carga de castanheira que tem sua comercialização proibida. Nesta sexta-feira (26/10), às 11h, no Parque Villa-Lobos, o Governo do Estado oficializa a adesão de São Paulo ao Pacto contra o Desmatamento da Amazônia, proposto pela organização não governamental Greenpeace e outras oito entidades ambientalistas.
|
![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() |