11/05/2006 CETESB engaja o setor produtivo em programa de redução de substâncias tóxicas na indústria Imprima esta página
 

Um programa, que envolve a CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP, deverá promover a redução do uso de cerca de 25 substâncias tóxicas em dez setores produtivos, reduzindo os impactos da atividade industrial no meio ambiente e na sáude pública.
Com essa finalidade, realizou-se hoje (11/5), na FIESP, a apresentação do Programa de Redução de Substâncias Tóxicas na Indústria Paulista com a presença da engenheira Ângela de Campos Machado, gerente do Departamento de Desenvolvimento, Tecnologia e Riscos Ambientais da CETESB, que estava acompanhada de Meron Petro Zajac, gerente da Divisão de Tecnologias Limpas e Qualidade Laboratorial, Flávio de Miranda Ribeiro, gerente do Setor de Tecnologias de Produção Mais Limpa, e Nilton Fornasari Filho, gerente do Departamento de Meio Ambiente da FIESP.
Estavam presentes, ainda, Tom Higgins e Stephen Engleman, respectivamente, vice-presidente e gerente de projetos da CH2M Hill, e Lucila Telles, da CH2M Hill do Brasil, empresa escolhida por uma comissão formada por funcionários da CETESB para implementar o programa e submetida a processo licitatório conduzido pela Agência para o Comércio e Desenvolvimento do Estados Unidos - USTDA, que em agosto do ano passado assinou acordo destinando US$ 448 mil para o desenvolvimento de estudos, elaboração de projeto, busca de alternativas e assistência técnica para as indústrias.

O gerente de projetos da CH2M Hill fez uma apresentação das propostas do programa, apontando as tarefas a serem realizadas, incluindo a análise e estimativa de uso de produtos tóxicos industriais no Estado de São Paulo em dez setores produtivos, abrangendo um universo de, aproximadamente, 25 substâncias ou grupo de substâncias tóxicas. Estudo vai considerar, também, levantamentos realizados em programas similares nos Estados Unidos e outros países.
Essas ações permitirão a avaliação dos aspectos institucionais e legais no Estado e no país, para aferir as condições existentes para a implantação do programa, visando inclusive a adoção de incentivos econômicos, pois a substituição, mitigação ou supressão de substâncias tóxicas utilizadas no processo industrial deverão contribuir para amenizar os impactos sobre o meio ambiente e a saúde humana. Além disso, as propostas com essa finalidade deverão servir como base para as medidas de “produção mais limpa” a serem implementadas no interior das indústrias.

De acordo com a gerente do Departamento de Desenvolvimento, Tecnologia e Riscos Ambientais da CETESB, todas as áreas da companhia estão participando ativamente do projeto confiando que a parceria a ser firmada com a FIESP vai promover o estabelecimento de políticas públicas que permitirão a continuidade do programa. Segundo Ângela de Campos Machado, o produto final do projeto permitirá à CETESB "possuir uma ferramenta institucional, embasada em um sistema de informações ambientais integrado, para subsidiar o gerenciamento de políticas de redução de uso de substâncias tóxicas".

Texto
Mário Senaga
Fotos
Zé Jorge