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Um programa, que envolve a CETESB - Companhia de
Tecnologia de Saneamento Ambiental e a Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo - FIESP, deverá promover a redução
do uso de cerca de 25 substâncias tóxicas em dez setores
produtivos, reduzindo os impactos da atividade industrial no meio ambiente
e na sáude pública.
Com essa finalidade, realizou-se hoje (11/5), na FIESP, a apresentação
do Programa de Redução de Substâncias Tóxicas
na Indústria Paulista com a presença da engenheira Ângela
de Campos Machado, gerente do Departamento de Desenvolvimento, Tecnologia
e Riscos Ambientais da CETESB, que estava acompanhada de Meron Petro Zajac,
gerente da Divisão de Tecnologias Limpas e Qualidade Laboratorial,
Flávio de Miranda Ribeiro, gerente do Setor de Tecnologias de Produção
Mais Limpa, e Nilton Fornasari Filho, gerente do Departamento de Meio
Ambiente da FIESP.
Estavam presentes, ainda, Tom Higgins e Stephen Engleman, respectivamente,
vice-presidente e gerente de projetos da CH2M Hill, e Lucila Telles, da
CH2M Hill do Brasil, empresa escolhida por uma comissão formada
por funcionários da CETESB para implementar o programa e submetida
a processo licitatório conduzido pela Agência para o Comércio
e Desenvolvimento do Estados Unidos - USTDA, que em agosto do ano passado
assinou acordo destinando US$ 448 mil para o desenvolvimento de estudos,
elaboração de projeto, busca de alternativas e assistência
técnica para as indústrias.
O gerente de projetos da CH2M Hill fez uma apresentação
das propostas do programa, apontando as tarefas a serem realizadas, incluindo
a análise e estimativa de uso de produtos tóxicos industriais
no Estado de São Paulo em dez setores produtivos, abrangendo um
universo de, aproximadamente, 25 substâncias ou grupo de substâncias
tóxicas. Estudo vai considerar, também, levantamentos realizados
em programas similares nos Estados Unidos e outros países.
Essas ações permitirão a avaliação
dos aspectos institucionais e legais no Estado e no país, para
aferir as condições existentes para a implantação
do programa, visando inclusive a adoção de incentivos econômicos,
pois a substituição, mitigação ou supressão
de substâncias tóxicas utilizadas no processo industrial
deverão contribuir para amenizar os impactos sobre o meio ambiente
e a saúde humana. Além disso, as propostas com essa finalidade
deverão servir como base para as medidas de “produção
mais limpa” a serem implementadas no interior das indústrias.
De acordo com a gerente do Departamento de Desenvolvimento, Tecnologia
e Riscos Ambientais da CETESB, todas as áreas da companhia estão
participando ativamente do projeto confiando que a parceria a ser firmada
com a FIESP vai promover o estabelecimento de políticas públicas
que permitirão a continuidade do programa. Segundo Ângela
de Campos Machado, o produto final do projeto permitirá à
CETESB "possuir uma ferramenta institucional, embasada em um sistema
de informações ambientais integrado, para subsidiar o gerenciamento
de políticas de redução de uso de substâncias
tóxicas".
Texto
Mário Senaga
Fotos
Zé Jorge
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