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O Diário Oficial do Estado - DOE publica
hoje (1º/12) os , que passam a ser aplicados pela Companhia
de Tecnologia de Saneamento Ambiental - CETESB como referência de
qualidade, para fins de prevenção ou de intervenção
em função da concentração de determinadas
substâncias poluidoras. A nova tabela, com os valores orientadores
para 80 substâncias, substitui a tabela anterior, publicada em 26
de outubro de 2001, que abrangia 37 substâncias, e está estruturada
por grupos, como os inorgânicos, hidrocarbonetos aromáticos
voláteis, fenóis clorados, pesticidas organoclorados e bifenila
policlorada - PCB, entre outros.

Para 15 substâncias, os Valores de Intervenção - VI
para solo em cenário industrial se tornaram mais restritivos. São
elas o cádmio, chumbo, cromo, níquel, benzeno, tolueno,
hexaclorobenzeno, tricloroetileno, 1,1,1-tricloroetano, 1,2-dicloroetano,
cloreto de vinila, pentaclorofenol, aldrin, dieldrin, endrin e lindano.
Os valores orientadores subsidiam decisões da CETESB nas ações
preventivas de manutenção da qualidade do solo e da água
subterrânea, assim como nas ações corretivas de controle
de áreas contaminadas. A lista abrange Valores de Referência
de Qualidade - VRQ, Valores de Prevenção - VP e Valores
de Intervenção - VI, sendo que estes últimos estabelecem
concentrações de substâncias acima das quais existem
riscos potenciais diretos ou indiretos à saúde humana.
A tabela de valores orientadores de 2001 foi a primeira do gênero
a ser publicada no país e tem sido utilizada em normas técnicas
e legislações, inclusive no âmbito federal. Os novos
valores orientadores deverão ser adotados em todas as Normas Técnicas
CETESB, já editadas ou a serem publicadas, que utilizem valores
orientadores para a fixação de limite de concentração
de substâncias no solo ou nas águas subterrâneas.
A CETESB definiu que os valores orientadores deverão ser revisados
em no máximo quatro anos e submetidos novamente à sua aprovação.
No prazo de seis meses será elaborada uma Norma Técnica
CETESB, dispondo sobre a atualização do Relatório
Estabelecimento de Valores Orientadores para Solos e Águas
Subterrâneas no Estado de São Paulo e, ainda em 160
dias, deverá ser fixado um procedimento técnico-administrativo
adequando as ações de controle aos novos Valores de Intervenção.
Os novos valores orientadores entram em vigor a partir de hoje (1º/12),
exceto os Valores de Intervenção que se tornaram mais restritivos,
que entrarão em vigor em 1º de junho de 2006.
A gerente da Divisão de Qualidade do Solo, Água Subterrânea
e Vegetação da CETESB, Dorothy Carmen Pinatti Casarini,
lembrou que o processo de estabelecimento dos Valores Orientadores - 2005
foram incorporadas as sugestões de especialistas de outras instituições
durante as atividades do projeto Definição de critérios
de qualidade do solo e da água subterrânea, que incluiu
consultoria internacional, consulta pública via internet e, principalmente,
a oficina de trabalho promovida pela Diretoria de Engenharia, Tecnologia
e Qualidade Ambiental da companhia em setembro último.
Além dos especialistas da CETESB e da Secretaria de Estado do Meio
Ambiente - SMA, a oficina contou com a participação de representantes
do Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT, Empresa Brasileira
de Pesquisas Agropecuárias - EMBRAPA, secretarias de Estado da
Saúde e de Recursos Hídricos, Fundação Instituto
Oswaldo Cruz - Fiocruz, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis - IBAMA, Ministério do Meio Ambiente,
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN, Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP, Petrobras,
Universidade de São Paulo, por intermédio da Escola Politécnica,
Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiróz, Instituto de Geociências,
Instituto de Ciências Biomédicas, e universidades federais
de São Carlos, Santa Catarina, Lavras e Rio Grande do Norte, além
de associações técnicas do setor de águas
subterrâneas e saneamento.
Também foram incorporados, conforme destacou Dorothy, os conceitos
aprovados no Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA para o Projeto
de Lei 368/2005, sobre Proteção do Solo e Gerenciamento
de Áreas Contaminadas, em tramitação na Assembléia
Legislativa. De acordo com a especialista, em função deste
tema demandar constante atualização tecnológica,
a CETESB já mantém contato com diversas instituições
de pesquisa de São Paulo e de outros Estados, para estimular o
desenvolvimento de pesquisas aplicadas ao aprimoramento dos valores orientadores.
Neste momento, novas parcerias seriam importantes e acatadas pelo
órgão ambiental do Estado de São Paulo, finalizou.
Texto
Mário Senaga
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(arquivo em pdf)
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