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O “Seminário de Lançamento do Projeto
de Recuperação de Matas Ciliares do Estado de São Paulo”,
que será realizado no dia 27 de setembro próximo, das 8,30
às 13 horas, no Parlamento Lationoamericano, na Avenida Auro Soares
de Moura Andrade, 564, marca o início de um programa da Secretaria
do Meio Ambiente do Estado, com o objetivo de reverter o quadro de degradação
dos trechos de vegetação nativa existentes às margens
dos corpos d’água, interrompendo os processos de erosão
do solo e assoreamento dos rios e lagos, além de garantir a manutenção
e a diversidade de biomas e organismos aquáticos.
As ações previstas serão divididas por bacias e devem
receber um total de US$ 19,52 milhões, provenientes do Global Environment
Facility - GEF e do Banco Mundial, além de repasses financeiros do
Governo do Estado de São Paulo.
Programa
8h30 - Inscrições
9h00 - Abertura
10h30 - Serviços Ambientais - professor Peter H. May, do Departamento
de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro
11h30 - Restauração de Ecossistemas Ciliares - professor
Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas
da Escola de Agricultura Luiz Queiroz, da Universidade de São Paulo.
12h30 - Debates
13h00 - Encerramento
O projeto
O Projeto de Recuperação de Matas Ciliares do Estado de
São Paulo inclui o desenvolvimento de instrumentos, metodologias
e estratégias para tornar viável a recuperação
dessas áreas, apoiando a conservação da biodiversidade
por meio da formação de corredores de mata ciliar e revertendo
o processo de fragmentação de remanescentes de vegetação
nativa, decorrente da pressão provocada pela ocupação
e avanço irregular das áreas agrícolas.
Além da redução dos processos de erosão do
solo e assoreamento dos corpos d’água, propiciando a melhoria
da qualidade e quantidade da água, o projeto prevê a redução
da perda de solo e o apoio ao uso sustentável dos recursos naturais.
As ações devem propiciar também a redução
da pobreza na zona rural, com a capacitação de mão-de-obra
e geração de trabalho e renda associadas ao reflorestamento
e às alternativas de exploração sustentada de florestas
nativas. Vai contribuir, ainda, para a mitigação das mudanças
climáticas promovendo a absorção e fixação
de carbono e propiciar a conscientização das populações
locais sobre a importância da manutenção dessas matas.
No território paulista cerca de um milhão de hectares de
áreas ciliares encontram-se desprotegidas, tornando o solo suscetível
à erosão, com o conseqüente carreamento de matéria
orgânica e sedimentos para os ecossistemas aquáticos, o assoreamento
dos leitos dos rios e a perda da qualidade e quantidade das águas.
Por essa razão, as ações do projeto serão
realizadas prioritariamente nas bacias hidrográficas do Paraíba
do Sul, Piracicaba-Capivari-Jundiaí, Tietê-Jacaré,
Mogi-Guaçu e Aguapeí, consideradas representativas da diversidade
ambiental e social no Estado.
Serão implantados 15 projetos demonstrativos em microbacias rurais,
permitindo a recuperação direta de 1.500 hectares de matas
ciliares, com uma média de 100 hectares em cada projeto e 300 hectares
em cada Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos - UGRHI.
O programa inclui, ainda, o acompanhamento de outras iniciativas para
incentivar e promover a recuperação de matas ciliares em
áreas não abrangidas pelo projeto.
Texto
Eli Serenza
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