23/09/2005 Seminário vai discutir o projeto
de recuperação de matas ciliares
 
  O “Seminário de Lançamento do Projeto de Recuperação de Matas Ciliares do Estado de São Paulo”, que será realizado no dia 27 de setembro próximo, das 8,30 às 13 horas, no Parlamento Lationoamericano, na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, marca o início de um programa da Secretaria do Meio Ambiente do Estado, com o objetivo de reverter o quadro de degradação dos trechos de vegetação nativa existentes às margens dos corpos d’água, interrompendo os processos de erosão do solo e assoreamento dos rios e lagos, além de garantir a manutenção e a diversidade de biomas e organismos aquáticos.

As ações previstas serão divididas por bacias e devem receber um total de US$ 19,52 milhões, provenientes do Global Environment Facility - GEF e do Banco Mundial, além de repasses financeiros do Governo do Estado de São Paulo.

Programa

8h30 - Inscrições
9h00 - Abertura
10h30 - Serviços Ambientais - professor Peter H. May, do Departamento de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
11h30 - Restauração de Ecossistemas Ciliares - professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola de Agricultura Luiz Queiroz, da Universidade de São Paulo.
12h30 - Debates
13h00 - Encerramento

O projeto

O Projeto de Recuperação de Matas Ciliares do Estado de São Paulo inclui o desenvolvimento de instrumentos, metodologias e estratégias para tornar viável a recuperação dessas áreas, apoiando a conservação da biodiversidade por meio da formação de corredores de mata ciliar e revertendo o processo de fragmentação de remanescentes de vegetação nativa, decorrente da pressão provocada pela ocupação e avanço irregular das áreas agrícolas.

Além da redução dos processos de erosão do solo e assoreamento dos corpos d’água, propiciando a melhoria da qualidade e quantidade da água, o projeto prevê a redução da perda de solo e o apoio ao uso sustentável dos recursos naturais. As ações devem propiciar também a redução da pobreza na zona rural, com a capacitação de mão-de-obra e geração de trabalho e renda associadas ao reflorestamento e às alternativas de exploração sustentada de florestas nativas. Vai contribuir, ainda, para a mitigação das mudanças climáticas promovendo a absorção e fixação de carbono e propiciar a conscientização das populações locais sobre a importância da manutenção dessas matas.

No território paulista cerca de um milhão de hectares de áreas ciliares encontram-se desprotegidas, tornando o solo suscetível à erosão, com o conseqüente carreamento de matéria orgânica e sedimentos para os ecossistemas aquáticos, o assoreamento dos leitos dos rios e a perda da qualidade e quantidade das águas. Por essa razão, as ações do projeto serão realizadas prioritariamente nas bacias hidrográficas do Paraíba do Sul, Piracicaba-Capivari-Jundiaí, Tietê-Jacaré, Mogi-Guaçu e Aguapeí, consideradas representativas da diversidade ambiental e social no Estado.

Serão implantados 15 projetos demonstrativos em microbacias rurais, permitindo a recuperação direta de 1.500 hectares de matas ciliares, com uma média de 100 hectares em cada projeto e 300 hectares em cada Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos - UGRHI. O programa inclui, ainda, o acompanhamento de outras iniciativas para incentivar e promover a recuperação de matas ciliares em áreas não abrangidas pelo projeto.

Texto
Eli Serenza