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A Agenda 21, instrumento de planejamento integrado
de políticas nas áreas ambiental, social, cultural, institucional
e econômica, criado na Conferência das Nações
Unidas no Rio de Janeiro, em 1992, não conquistou ainda o necessário
espaço nos sistemas de gestão pública. É isto
que se pode depreender das palestras realizadas no curso “Agenda
21 - Agenda Local”, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente
do Estado - SMA, por intermédio do Programa de Apoio às
ONGs -PROAONG, no sábado (17/9), em Piracicaba.
Segundo Carlos Felipe Abirached, assessor técnico do Programa Agenda
21, do Ministério do Meio Ambiente - MMA, existem atualmente apenas
600 processos de elaboração desse documento em todo o País.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
esse número seria maior, chegando a cerca de 1.200, o que, no entender
dos técnicos do ministério, estaria superestimado.
“É preciso considerar que o dado de que dispomos não
avalia a qualidade dos trabalhos, muitos dos quais encontram-se, ainda,
em estágios iniciais”, explicou Abirached. É por este
motivo que o Ministério do Meio Ambiente está envidando
esforços para que os Planos Plurianuais - PPAs e as leis orçamentárias
passem a contemplar as Agendas 21, para que estas se consolidem como instrumentos
de gestão.
Além disso, ao lado dos esforços para disseminar a Agenda
21 sensibilizando a comunidade para que se organize para a elaboração
desse instrumento, não apenas no âmbito dos municípios,
mas também nas bacias hidrográficas e outros territórios,
o ministério estuda a certificação dos documentos
pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável
e da Agenda 21 Brasileira - CPDS.
Segundo o representante do Ministério do Meio Ambiente, embora
haja necessidade de se disseminar o conceito da Agenda 21 e conferir qualidade
aos processos em andamento, há exemplos que merecem ser consultados.
São os casos das agendas do Estado de Santa Catarina, Alta Floresta,
no Mato Grosso, Sobral, no Ceará, Natal, no Rio Grande do Norte,
Mâncio Lima, no Acre, e Sampaio, no Tocantins, onde os processos
de elaboração da Agenda 21 foram conduzidos com intensa
interlocução entre o Poder Público e a sociedade,
construindo estratégias e implementando ações de
desenvolvimento sustentável.
O curso contou, ainda, com os depoimentos de Sérgio Hornink, tecnólogo
da CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, Paulo Rochedo,
engenheiro, e Nelson Cavichioli, engenheiro, que falaram sobre as agendas
21 dos municípios de Piracicaba, Americana e Santa Bárbara
D'Oeste.
Fotografia
Pedro Calado |
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Carlos Felipe Abirached, assessor técnico
do Programa Agenda 21, do Ministério do Meio Ambiente - MMA.

Sérgio Hornink, tecnólogo da CETESB
- Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental.

Paulo Rochedo, engenheiro.

Nelson Cavichioli, engenheiro.
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