| |
|
O CONSEMA - Conselho Estadual do Meio Ambiente empossou,
nesta quarta-feira (20/07), em sua 213ª Reunião Plenária
Ordinária, os novos conselheiros que cumprirão mandato de
um ano. São 36 titulares e seus respectivos suplementes, sendo
que metade provém de órgãos do Estado e metade da
sociedade civil.
A presidência do Conselho é ocupada, segundo o estatuto que
rege o seu funcionamento, pelo secretário do Meio Ambiente do Estado,
professor José Goldemberg. Para o mandato de 2005/2006 deu-se a
substituição de dez representantes do total de membros do
conselho anterior, sendo quatro da sociedade civil, três de órgãos
governamentais e três de organizações ambientalistas.
Entre os 18 representantes da sociedade civil, seis são oriundos
de Organizações Não-Governamentais - ONGs cadastradas
na Secretaria Executiva do CONSEMA, que se reúnem anualmente em
assembléia e elegem seis titulares e seis suplentes para representá-las.
Na reunião foram escolhidos também os membros que irão
integrar o "Fórum Paulista de Mudanças Climáticas
Globais e de Bio-Diversidade": Celso Pacheco Fiorillo (titular) e
Paulo Nogueira Neto (suplente).
Com o novo conselho empossado, Goldemberg declarou sua enorme satisfação
ante o retorno de antigos conselheiros que passarão a integrar
o colegiado, desejando pleno envolvimento de todos, especialmente nas
câmaras técnicas que segundo ele, são um importante
fórum do licenciamento ambiental.
Segundo o presidente do Conselho, tanto ele, quanto o secretário
executivo e demais conselheiros, despendem grande esforço no sentido
de conferir ao CONSEMA o status que ele merece por contribuir para a integridade
dos atributos ambientais do Estado de São Paulo. " O Consema
é um órgão paritário cuja atuação
transcende a do CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente, órgão
federal que limita-se a apreciar apenas políticas e diretrizes,
enquanto o Consema, no uso de suas atribuições, exerce o
papel de não só fixar políticas e nortear a atuação
do Estado, como também apreciar projetos complexos e específicos
cujo licenciamento se dá através de EIA-RIMA - Estudo de
Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente"
finalisou.
Na seqüência da reunião, Maria Cecília Wey de
Brito, diretora do Instituto Florestal, abordou a alteração
do Plano de Trabalho decorrente da compensação ambiental
para o trecho Oeste do Rodoanel que anteriormente previa a recuperação
fundiária de uma área vizinha ao Parque Estadual do Jaraguá.
"Tendo em vista que essa área tem ocupação por
sítios e chácaras consolidadas, que por sua vez não
causam interferências negativas no Parque, optou-se por utilizar
a parcela do recurso da compensação ambiental para a revitalização
completa das áreas de uso público dessa unidade de conservação",
esclareceu.
Segundo a diretora do IF, a revitalização prevê dois
grandes blocos de atividades que contemplam a consolidação
do plano de manejo e a adequação, reforma e construção
de estruturas para o recebimento de visitas.
Ainda na reunião, Helena Carrascosa, diretora do Departamento de
Projetos da Paisagem, fez uma apreciação da importância
das matas ciliares para a manutenção da estrutura e função
dos ecossistemas, enfatizando que a supressão das florestas ciliares,
e do habitat que proporcionam, é um dos fatores que levam à
perda da diversidade terrestre e aquática, além de outros
impactos ecológicos e sócio-econômicos negativos.
"No contexto atual, qualquer tentativa de estabelecer metas significativas
de recuperação de matas ciliares estaria associada a riscos
elevados, como já ocorreu em outras oportunidades, pois não
existiam instrumentos e recursos capazes de induzir e fomentar a recuperação
de matas ciliares em larga escala", explicou a técnica.
Helena esclareceu que, o projeto de Recuperação de Matas
Ciliares do Estado de São Paulo foi concebido “visando contribuir
para o desenvolvimento de estratégias que subsidiarão a
formulação e implementação de um projeto de
longo prazo, de abrangência estadual, com objetivos e metas que
venham a ser efetivamente assumidos pelos diferentes atores da sociedade,
estado, prefeituras, empresas privadas, proprietários rurais, agricultores
e organizações não governamentais”.
Segundo ela, o projeto tem o objetivo de desenvolver ações
para superar cada um dos "gargalos" identificados como obstáculos
à recuperação das matas ciliares. "Além
disto, prevê a recuperação de matas ciliares em pelo
menos 15 microbacias, através de Projetos Demonstrativos, que servirão
de suporte ao desenvolvimento das ações do projeto e contribuirão
para a restauração de ecossistemas paulistas", acrescentou.
Está previsto, ainda, o acompanhamento da implantação
de planos e de iniciativas desenvolvidas com o objetivo de incentivar
e promover a recuperação de matas ciliares em outros locais
não abrangidos pelo programa, de instituições públicas
e privadas, independentemente da aplicação direta de recursos
pelo projeto.
Texto:
Wanda Carrilho
Fotos:
José Jorge |
|
|






|