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A quantidade de resíduos sólidos
domiciliares depositada nos aterros sanitários de forma adequada,
no Estado de São Paulo, aumentou no último ano de 2004.
Esse e outros dados sobre a condição de disposição
do lixo doméstico em todo o Estado, no ano passado,
fazem parte do novo , divulgado
pela CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, nesta
sexta-feira (18/3).
Para o secretário estadual do Meio Ambiente, professor José
Goldemberg, o inventário de resíduos é um trabalho
realizado pela CETESB que caracteriza o desenvolvimento social de cada
região do estado. O secretário recordou que, na Roma
Antiga, os resíduos já eram adequadamente dispostos
e este é também o nosso objetivo.
O relatório, atualizado anualmente, fornece informações
sobre cada uma das instalações ou locais que recebem o lixo
coletado pelas prefeituras dos 645 municípios paulistas. Os dados
obtidos nas inspeções realizadas pelos técnicos da
CETESB abrangem as características locacionais, a infra-estrutura
implantada e as condições operacionais dos sistemas de disposição
e tratamento expressas por índices, como o IQR Índice
de Qualidade de Aterro de Resíduos, variando de 0 a 10, divididos
em três faixas de enquadramento inadequada, controlada e
adequada. Esses índices permitem um fácil e pronto entendimento
da situação qualitativa, por quem estiver pesquisando um
determinado local, seja um aterro sanitário, uma disposição
em valas ou usina de compostagem.
O documento, disponibilizado na Internet, pelo site www.cetesb.sp.gov.br,
possibilita ainda acompanhar a evolução desses índices
de qualidade, por município, no período compreendido entre
1997 e 2004, em que o relatório foi produzido.
Para Rubens Lara, presidente da CETESB, a divulgação do
documento é uma maneira de manter a população informada
sobre uma questão ambiental vital para qualidade de vida e saúde
publica. Em 2003, a CETESB deu início a um processo de informação
dos estudos desenvolvidos pela companhia de forma pontual e ágil.
Em 2005, iremos manter a comunidade informada de todos os levantamentos
ambientais feitos pelo nosso corpo técnico, como os relatórios
de qualidade da água, do ar e da praias, disse Lara.
O presidente da CETESB salientou que o Ministério das Cidades,
por meio de ofício, solicitou informações sobre o
inventário, especialmente a metodologia de coleta de dados, para
implantação em âmbito nacional.
Resultados
Dentre as novidades constantes no Inventário Estadual de Resíduos
Sólidos Domiciliares, a partir dos dados consolidados até
o final de 2004, destaca-se a evolução referente à
quantidade de resíduos sólidos dispostos adequadamente,
que passou de 10,9%, em 1997, para 79,3% em 2004.
Esta melhoria pode ser observada na análise do IQR médio
em função do porte dos municípios, que revela que
nos nove municípios com mais de 500.001 habitantes, entre eles
São Paulo, Campinas e Sorocaba, responsáveis pela geração
de 62,3% do volume diário de resíduos de todo o Estado,
o IQR de 2004 é igual a 9,0 (em 2003, esse índice foi de
8,2). Isso representa que esses grandes geradores de lixo enquadram-se
nas condições consideradas adequadas.
O percentual referente à quantidade de resíduos dispostos
inadequadamente vem caindo desde 1997, quando apresentava um índice
de 30,7%, situando-se, em 2004, em 8,3%. Outra evolução
com relação ao tratamento e disposição dos
resíduos pode ser notada na análise do IQR médio,
também em função do porte dos municípios.
Nos de 200.001 a 500.000 habitantes, responsáveis pela geração
de 15,4% da quantidade diária de resíduos do Estado, o IQR
em 2004 foi igual a 7,7 - em 2003, esse índice foi de 7,4 - , representando
seu enquadramento em condições controladas.
O volume total estimado de lixo produzido diariamente no Estado, em 2004,
com base na população urbana de cada cidade e em índices
de produção de resíduos por habitante, foi de 27.500
toneladas.
Por outro lado, registra-se um pequeno decréscimo do IQR médio
de 2003 para 2004 (0,2%) dos municípios de menor porte, que apesar
de mais numerosos representam apenas 13,7% do total de volume de resíduos
sólidos domiciliares gerados no Estado. Além de comporem
o conjunto dos menores municípios, muitas vezes com menos recursos
e infra-estrutura disponíveis, considera-se que são mais
sensíveis a variações climáticas a que ficam
expostos, que se refletem na operação dos aterros.
Ações de Governo
De acordo com o presidente da CETESB, Rubens Lara, pelo fato de o Inventário
Estadual refletir condições sanitárias e ambientais
de todos os municípios paulistas, o documento constitui importante
instrumento para o planejamento das ações e políticas
públicas de Governo, destinadas à melhoria da qualidade
de vida da população do Estado de São Paulo.
Lara lembrou que os resultados obtidos, entre outros, mostram a necessidade
de se manter e intensificar os esforços envidados pelos técnicos
das agências ambientais buscando melhorar cada vez mais os índices
registrados.
Nesse sentido, destacou os valores alocados pela própria CETESB
e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e mesmo pelo FEHIDRO
Fundo Estadual de Recursos Hídricos, que tem a CETESB como agente
técnico.
Segundo o dirigente, o FECOP Fundo Estadual de Prevenção
e Controle da Poluição, coordenado pela CETESB, alocou,
no período de 2002 a 2004, o montante de R$ 70,6 milhões,
destinados a 565 municípios. Em 2004, foram 100 municípios
os contemplados com recursos do FECOP, para a aquisição
de caminhões coletores e compactadores, retroescavadeiras e pás
carregadeiras, entre outros.
O Programa de Aterros em Vala, administrado pela Secretaria do Meio Ambiente,
destinou, de 2001 a 2004, R$ 1,9 milhão, para municípios
de pequeno porte implantarem seus sistemas, e o FEHIDRO destinou, desde
1997, R$ 13,95 milhões, para a elaboração de projetos
e a implantação de aterros sanitários.
Fotografia
José Jorge
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