CETESB As notícias da CETESB http://www.cetesb.sp.gov.br/ Thu, 17 May 2012 08:25:22 -0300 Encontro técnico discute Plano de Área do Porto de São Sebastião http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/393

A CETESB e o IBAMA, organizaram encontro técnico no dia 08/05, no auditório da Companhia Docas de São Sebastião, para discutirem a implantação do Plano de Área (PA) do Porto de São Sebastião. O PA é um documento que contém informações e procedimentos que orientarão os coordenadores das ações de resposta em caso de cenários de vazamentos de óleo envolvendo navios, portos, terminais, dutos entre outras fontes. Estas ações são elaboradas com base na integração dos planos de emergência individual de instalações localizadas em uma mesma área de concentração, conforme o decreto federal nº 4.871/2003.

 
Este Plano de Área vem sendo estruturado desde 2009, pelo comitê de implantação, do qual participam representantes da Cia Docas/Porto de São Sebastião, do DERSA – Travessia das balsas e Petrobras, além da CETESB e IBAMA, com acompanhamento da Delegacia da Capitania dos Portos de São Sebastião. É considerado o primeiro plano para águas marítimas do Brasil.
 
Com a presença de mais de 40 pessoas, no encontro foram abordados temas como: histórico das ocorrências mais significativas no litoral paulista e no mundo, acidentes com produtos químicos perigosos na região do litoral norte, andamento dos trabalhos de implantação do Plano de Área em São Sebastião e em outras regiões brasileiras, importância da comunicação e da integração entre as instituições envolvidas, Cartas de Sensibilidade Ambiental a vazamentos de óleo, importância dos cursos e treinamentos teóricos e práticos, além de investimentos e ações de prevenção e resposta a emergências.
 
Entre essas ações de prevenção à acidentes, discutiu-se detalhes do Programa de Gerenciamento de Risco em Dutos e Terminais da CETESB, o P2R2 - Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos do Ministério do Meio Ambiente – subcomissão do Litoral Norte, o APELL – São Sebastião (Preparação e Alerta da comunidade para Emergências Locais) e os Planos de Contingência da Petrobras em âmbito local, regional e nacional.
 
Este evento teve dois objetivos principais: apresentar o conteúdo do PA e aproximar as diferentes instituições que poderão integrar as ações de preparação, prevenção e resposta a incidentes envolvendo poluição por óleo no mar no Litoral Norte do Estado. Estiveram presentes, representantes das Prefeituras de São Sebastião e de Caraguatatuba, da Defesa Civil de São. Sebastião, do Corpo de Bombeiros, da APA Marinha do Litoral Norte, do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo São Sebastião, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – CNBIO, do Centro de Biologia Marinha da USP – CEBIMar, da Polícia Federal, da empresa Wilson Sons, do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de SP – SINDAMAR, e do Brazil P&I (Protection and Indemnity) entre outras.
 
 
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Publicação traz importantes informações sobre concentração de metais em sedimentos http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/392 Livro é de autoria do químico Gilson Alves Quináglia, da CETESB

Uma publicação preciosa e fundamental para todos que lidam com licenciamento ambiental de regiões estuarinas ou gestão de material dragado acaba de ser lançada pela editora Biblioteca24horas (www.biblioteca24horas.com). O livro “Caracterização dos Níveis Basais de Concentração de Metais nos Sedimentos do Sistema Estuarino da Baixada Santista”, de autoria do químico Gilson Alves Quináglia, gerente do Setor de Análises Toxicológicas da CETESB, faz uma extensa abordagem sobre os inúmeros aspectos analíticos e ambientais que envolveram os estudos para a caracterização dos níveis basais (naturais) e de referência de diversos metais encontrados nos sedimentos da Baixada Santista. Também foi incluída, nas pesquisas, a análise de ostras. Os estudos foram realizados entre 2002 e 2006 e se concentraram no Canal de Bertioga, no Guarujá.

Conforme Gilson, natural de Santa Fé do Sul, no extremo noroeste do Estado, e que trabalha na CETESB desde 1985, “a área de amostragem selecionada foi a considerada menos impactada, pois essa é a região da Baixada Santista com a presença de manguezais que apresenta as melhores condições para caracterização de níveis naturais de metais, por causa da menor influência antrópica”. 

Ele explica que a obtenção dos valores de referência nos sedimentos se constitui numa importante informação para estabelecer “valores-guias”, também chamados de valores orientadores. Muitas agências ambientais pelo mundo têm utilizado esses valores para definir níveis do grau de contaminação e toxicidade dos sedimentos para fins de monitoramento, avaliação da qualidade e, em muitos casos, para fins de dragagem e, consequentemente, os critérios de disposição desse material ou outra finalidade regulatória.

Com relação à dragagem, no Brasil foram estabelecidos valores orientadores para o material a ser dragado pela Resolução CONAMA 344/2004, com base em publicações oficiais canadenses e norte-americanas, visando a proteção da vida aquática. No entanto, com relação aos elementos naturais, como metais, era preciso verificar se os valores estabelecidos para o primeiro nível da legislação em questão seriam muito restritivos para o Brasil, pois poderiam ocorrer naturalmente em valores mais elevados em algumas regiões, sem estarem associados a atividades antrópicas. Daí a escolha do Canal de Bertioga. O largo do Candinho, localizado no meio do Canal é uma área pouco impactada, mas com características de sedimento semelhantes ao resto da região.

Dentre as contribuições do trabalho de Gilson, destacam-se a comparação de diferentes metodologias analíticas de solubilização de amostras de sedimentos por três diferentes métodos espectrofotométricos, a avaliação da distribuição das concentrações de metais em duas diferentes frações granulométricas, bem como a comparação de duas técnicas para determinação granulométrica.

Por fim, o trabalho desenvolvido por Gilson, que foi tema do seu Doutorado pelo Instituto de Química da USP, e que teve como orientadora a Dra. Elisabeth de Oliveira, fez parte do projeto “Levantamento de Valores Basais no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente”, da CETESB. De acordo com Marta Condé Lamparelli, gerente da Divisão de Análises Hidrobiológicas da CETESB, que assinou o Prefácio da publicação e que também faz parte do grupo de trabalho da agência ambiental paulista que está participando, em Brasília, da revisão da Resolução CONAMA 344/04, os dados dos trabalhos de Gilson serviram como base para a revisão dos valores orientadores da legislação federal e, anteriormente, já foram utilizados na CETESB, em diversos processos de licenciamento de dragagem, como os da Codesp e da Usiminas.

Texto: Mário Senaga
Fotografia: Pedro Calado / Divulgação

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CETESB consolida credibilidade com lançamento do Código de Ética e Conduta Profissional http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/391 Documento inédito explicita os princípios e valores fundamentais que embasam as ações da Companhia e constroem a imagem de confiança e de seriedade ao longo das quatro décadas de existência da agência ambiental paulista

Visando consolidar a credibilidade que alcançou ao longo dos últimos 40 anos e que tem sido uma das principais marcas que a tem levado a ser considerada uma das maiores e melhores agências ambientais do mundo, a Diretoria da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo acaba de divulgar seu inédito Código de Ética e Conduta Profissional.

O documento distribuído a todos os empregados da Companhia e disponibilizado nas mídias eletrônicas interna e externa da empresa, segundo o presidente Otavio Okano, vem justamente cobrir uma lacuna que se fazia sentir  na CETESB.
 
“Toda grande empresa tem seu código de ética e a CETESB, dada a sua história, importância e relevância como órgão ambiental e uma das empresas mais representativas e atuantes do Governo do Estado de São Paulo, considerou essencial adotar este Código de Ética e Conduta Profissional”, afirma o dirigente.
 
Complementarmente às normas administrativas e técnicas, referentes aos procedimentos rotineiros,  que a empresa sempre adotou, segundo Okano, o novo documento consubstancia a essência filosófica do trabalho na Companhia, o caráter que a empresa deve ter no seu dia a dia e mostra o que se espera dos seus empregados no desenvolvimento de suas tarefas. Demonstra também a forma pela qual a CETESB tem se pautado ao longo da sua existência.
 
Por outro lado, o vice-presidente Nelson Bugalho ressalta a oportunidade que  a edição de um Código de Ética e Conduta Profissional para a CETESB, porque esse conjunto de preceitos estabelece os valores fundamentais que devem pautar a atuação da Companhia no trato do meio ambiente, consagrado como valor constitucional e fundamental da sociedade. Os princípios previstos no código deverão nortear a postura dos empregados, tanto interna como externamente.  
 
De maneira geral, o código resume um conjunto de princípios e valores fundamentais que os empregados devem cumprir para atingir os  objetivos da CETESB.
 
A divulgação e aceitação do Código deverão constar de todo concurso público a ser realizado pela CETESB.
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Câmara Ambiental do setor sucroalcooleiro convoca eleições para presidente http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/390

 A Câmara Ambiental do Setor Sucroalcooleiro convocou para o dia 31 de maio as eleições para escolha do seu novo presidente para o mandato 2012-2014. Esta decisão foi tomada em 29/03, na última reunião plenária que aconteceu em Ribeirão Preto, em respeito ao disposto no Regimento das Câmaras Ambientais do Estado de São Paulo. A votação está marcada para às 10 horas e acontecerá na próxima reunião plenária da Câmara, na sala do Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONSEMA, localizada na sede da CETESB em São Paulo.

Os candidatos se apresentarão na ocasião e os membros efetivos que deverão votar são representantes de entidades como UNICA, ORPLANA, BIOCANA, UDOP, entre outras.

As Câmaras Ambientais são fóruns colegiados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, constituídos no âmbito da CETESB, de caráter consultivo e têm como meta promover a melhoria da qualidade ambiental, por meio da interação entre o poder público e os setores produtivos e de infra-estrutura do Estado de São Paulo.

Compostas por dez membros do setor produtivo e seis membros do sistema ambiental, as Câmaras Ambientais do Estado de São Paulo têm cada uma, o seu presidente, cargo este sempre ocupado por um membro efetivo, representante do setor produtivo, durante um mandato de dois anos, podendo ser reeleito uma única vez por igual período consecutivo de dois anos. Isto está determinado no Regimento Interno das Câmaras cujo cumprimento é observado pela Diretoria da CETESB.

Nesse sentido, a maioria das 16 Câmaras Ambientais em atividade deverá convocar suas eleições nos próximos meses, dentro de um processo participativo que garanta a representatividade dos setores envolvidos e a transparência na atuação das mesmas.

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CETESB prepara cursos para o Instituto de Criminalística, Ministério Público e Polícia Civil http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/388 Treinamentos visam o aprimoramento e um melhor atendimento aos peritos que trabalham com crimes ambientais

Representantes do Ministério Público, do Instituto de Criminalística e da Polícia Civil do Estado de São Paulo estiveram reunidos, em 03/05, na sede da CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, com Otavio Okano, presidente da Companhia, e Nelson Bugalho, vice-presidente, para discutirem a programação de cursos voltados aos peritos criminais, com o objetivo de aprimorar o trabalho desenvolvido por esses profissionais e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de resposta especializada, no Estado, à crescente demanda envolvendo as questões ambientais. A reunião contou ainda com as presenças de Carlos Robertos dos Santos, diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental, e demais assessores, tendo sido apresentada uma sugestão de programa, com cursos específicos, conteúdo e carga horária.
 
“Essa parceria é sempre bem-vinda, pois estamos trabalhando juntos pelo Governo do Estado de São Paulo e pela mesma causa”, afirmou Okano. Já para Nelson Bugalho, “os objetivos são os mesmos, porém os meios são diferentes”. As representantes do MP e do Instituto de Criminalística, respectivamente, Lídia Passos e Karla Campos, disseram que não é por acaso que a CETESB tem uma história ambiental de 40 anos. “Em muitos casos que atendemos, precisamos de uma orientação técnica da CETESB. Esse treinamento vem atender à nossa demanda”, justificam.
 
Os cursos propostos, ainda sem data para início, foram elaborados por técnicos da CETESB, após várias discussões e sugestões com as representantes das instituições, para se alinharem com a realidade dessas entidades, e serão coordenados também por eles. Os cursos propostos são: “Legislação Florestal – Áreas de Proteção Permanente, Proteção à Mata Atlântica e Proteção ao Cerrado”, coordenado pelo engenheiro Antônio Luiz Lima de Queiroz; e “Gestão de Resíduos Sólidos” e “Gerenciamento de Áreas Contaminadas”, coordenados pelo engenheiro civil Alfredo Carlos Rocca. Já o curso “Coleta e Preservação de Amostras de Água e Sedimento” será coordenado pelo biólogo Carlos Jesus Brandão e pelo técnico ambiental Paulo Sérgio Gonçalves Rocha - esse curso é limitado, com a participação de até 30 alunos e será dividido em duas turmas. E, por fim, o curso “Atendimento a Emergências Químicas” terá a coordenação técnica de Jorge Luiz Nobre Gouveia.
 
Todos os cursos terão a duração de 8 horas e as aulas serão ministradas no Instituto de Criminalística, no bairro do Butantã.  As aulas práticas do curso de “Coleta e Preservação de Amostras” ocorrerão na Sede da CETESB, onde será realizado um simulado de coleta de amostras.
 
Texto: Rosely Ferreira
Fotos: José Jorge

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SMA e CETESB no V Encontro Latinoamericano de Governos Regionais http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/387 O evento foi organizado pelo nrg4SD, copresidido pelo Estado de São Paulo

 Reunidos em Mar del Plata, Argentina, representantes de estados subnacionais da América Latina, participaram nos dias 23 e 24 de abril,  do V Encuentro Latinoamericano de Goviernos Regionales Rumbo a Rio+20..

Com participantes da  Argentina, Bolívia, México, Paraguai, Nicarágua, Chile e Colômbia, além de representantes dos estados brasileiros de São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeirozuela, bem como das Secretárias Executivas da Rede de Governos Regionais para Desenvolvimento Sustentável –  nrg4SD; da Organização Latinoamericana de Gobiernos Intermedios – OLAGi; do Conselho Federal do Meio Ambiente da Argentina – COFEMA, entre outras entidades, este evento foi organizado pela nrg4SD com o apoio do Governo Argentino e da Província de Buenos Aires.
 
O Estado de São Paulo é o Co-Presidente Sul da nrg4SD e, na ocasião, representou o Secretário de Meio Ambiente Bruno Covas o vice-presidente da CETESB,  Nelson Bugalho. São Paulo é co-fundador desta rede, por ocasião da Conferência iinternacional de Joahannesbusg em 2002.
 
O principal objetivo deste encontro latinoamericano foi reunir e consolidar um posicionamento dos estados regionais da América latina, participantes das redes nrg4SD e da OLAGI para que sejam encaminhados aos debates da Conferência Rio +20 que será realizada em junho na cidade do Rio de Janeiro, entendendo que os estados subnacionais tem um papel fundamental para alcançar um novo patamar em termos de desenvolvimento sustentável nos seus territórios.
 
Participaram da mesa de abertura Gustavo Putti, Intendente de Mar del Plata; Nelson Bugalho, da CETESB/SMA; José Molina, Diretor Executivo do Organismo Provincial para o Desenvolvimento Sustentável da Província de Buenos Aires; e Charly Alberti, Assessor do Governador da Província do estado de Buenos Aires.
 
Segundo Nelson Bugalho, "devemos ter em mente que o futuro que queremos deve determinar as ações do presente, e o Estado de São Paulo está ciente disso. Por meio de suas iniciativas locais, São Paulo vem desempenhando um papel fundamental e de vanguarda na defesa do patrimônio natural, e sempre atento às interfaces que o tema tem com outras questões, sobretudo sociais e econômicas. Com uma população de mais de 40 milhões de habitantes, e responsável por 1/3 do PIB brasileiro, São Paulo é hoje o Estado que mais preservou a Mata Atlântica ao longo de toda a costa brasileira e tem, atualmente, 4.343.000 hectares de vegetação natural legalmente protegida (aproximadamente 4% da área do Estado)".
 
Além disso, São Paulo criou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, uma Lei Estadual que tem como meta obrigatória reduzir as emissões de dióxido de carbono em 20% até o ano 2020, tendo como base o ano 2005. Também realizou seu Inventário de Emissões, seguindo a metodologia IPCC. "Esta radiografia das nossas emissões mostrou que, apesar do tamanho da nossa economia, o Estado responde somente por 6% da emissão de gases de efeito estufa do país. Certamente o Estado tem no seu perfil tendências de rumar para uma Economia Verde, tendências essas que precisam ser fortalecidas por ações públicas que impulsionema matriz energética renovável predominante no Estado”, frisou Bugalho.
 
O encontro abordou os temas principais da Rio +20, em especial Economia Verde e a Governança Ambiental. Foi uma ocasião importante para intercâmbio de experiências, problemas e desafios dos estados presentes.
A Secretária Executiva da Rede de Governos Regionais para Desenvolvimento Sustentável  - nerg4SD Maruxa Cardama, discorreu sobre a importância e oportunidade que a Rio +20 representou para os estados subnacionais e o dimensão dos posicionamentos conjuntos dos integrantes da rede nesta conferência.  O representante do Estado do Rio de Janeiro sr Walter Figueiredo de Simoni apresentou aspectos de logístisca da Conferência Rio +20 e explanou sobre como a Conferência será organizada, os espaços onde os principais eventos paralelos irão ocorrer e onde os eventos –  nrg4SD serão realizados.
 
No período da tarde do dia 23 os estados presentes apresentaram o status das ações desenvolvidas nas suas regiões e as políticas que estão sendo desenvolvidas visando o desenvolvimento sustentável. Entre as apresentações realizadas, Josilene T.V. Ferrer, Secretária Executiva do Estado do Programa de Mudanças Climáticas (PROCLIMA)  apresentou informações sobre a composição da matriz energética do Estado e dos desafios necessários para manter esta matriz nos patamares de disponibilidade de energia renovável atualmente, considerando a expansão da economia e população do Estado nos próximos 20 anos, além disso, contextualizou a importância das metas da Política Estadual de Mudanças Climáticas em vigor no Estado para o aprofundamento dos debates e das ações futuras para manter o estado nos trilhos da economia verde e destacou a vitalidade que a participação dos estados subnacionais na rede nrg4SD, possibilitando esse intenso intercâmbio de informações.  Durante o dia 24, ocorreu uma oficina de trabalhos entre os presentes, possibilitando um amplo debate sobre o draft da Declaração do Rio dos Estados Federados e das Regiões que será apresentada durante a Rio + 20.
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CETESB auxilia na recuperação da base brasileira na Antártica http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/385 Técnicos do Setor de Emergências participam da elaboração do plano de remoção de resíduos

A Agência Ambiental Paulista - CETESB, auxiliará o governo brasileiro na recuperação da Estação Antártica Comandante Ferraz, após o incêndio ocorrido em 25 de fevereiro. Nos dias 23 e 24 próximos, seus técnicos do Setor de Emergências Químicas participam de uma reunião em Brasília, convocada pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, para assessorar na elaboração de um plano de remoção de resíduos decorrente do acidente.

A CETESB possui larga experiência neste setor, com uma média anual de 400 atendimentos em acidentes envolvendo produtos químicos perigosos. Em 1992, a Organização Mundial da Saúde – OMS e a Organização Panamericana da Saúde – OPAS reconheceram a CETESB como Centro Colaborador em Prevenção, Preparativos e Resposta às Situações de Emergência Química para toda a América Latina.

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CETESB recebe 141 novos veículos http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/384 Secretário Bruno Covas e presidente Otavio Okano fizeram a entrega oficial dos novos veículos, no Parque Villa-Lobos
O secretário Bruno Covas e o presidente Otavio Okano, fizeram hoje, 17/04, a entrega oficial de 141 novos veículos à CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, vinculada à SMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O evento teve lugar no Parque Villa-Lobos, na capital, e a iniciativa teve como objetivo a renovação e modernização da frota de veículos da Companhia.
 
Um a um, o secretário e o presidente da CETESB percorreram a longa fileira formada pelos novos veículos, cumprimentando e entregando as chaves para os gerentes e funcionários da Companhia que se postavam em frente às suas respectivas viaturas. Participaram, também, do evento o vice-presidente Nelson Bugalho e os diretores Sergio Meirelles Carvalho, de Gestão Corporativa, Geraldo do Amaral Filho, de Controle e Licenciamento Ambiental, Ana Cristina Pasini, de Avaliação de Impacto Ambiental, e Carlos Roberto dos Santos, de Engenharia e Qualidade Ambiental, além de vários funcionários da CETESB e da SMA.
 
Ao todo, foram entregues 97 veículos de passeio tipo “hatchback”, 16 peruas de pequeno porte e 27 caminhonetes – cabine simples ou dupla - de variados portes, além de um carro para a Presidência. Todas as 51 agências ambientais, localizadas por todo o Estado (interior, litoral e Região Metropolitana de São Paulo), foram contempladas, com um ou dois veículos (num total de 85). Os outros veículos novos foram distribuídos entre os laboratórios descentralizados (02) e os da Sede, no bairro de Pinheiros, além de entre as demais áreas de apoio e administrativas da Companhia, também localizadas na Sede (54).
 
Com essas novas aquisições, a frota da agência ambiental paulista foi renovada em 36%, substituindo veículos fabricados em 1997 e 1999. O investimento foi de R$ 4,7 milhões. E espera-se recuperar R$ 1,4 milhão, com a venda dos veículos usados, por meio de leilão público, representando um investimento líquido final de R$ 3,3 milhões.
 
Conforme ressaltou o secretário Bruno Covas, "para a execução das atividades da CETESB, principalmente aquelas de fiscalização, licenciamento e monitoramento, que compõe o Programa de Gestão e Controle da Qualidade Ambiental, é fundamental que esta Companhia conte com uma frota adequada e em condições de operação, para que possa percorrer as longas distâncias que envolvem o trabalho de campo, com a segurança indispensável, por todo o Estado.”
 
De acordo com o diretor Sergio Meirelles, a CETESB possui, no total, 391 veículos. A grande maioria dos demais veículos é do ano de 2005, quando houve a última grande aquisição, antes desta de 2012. Segundo ele, procedeu-se ainda ao remanejamento entre as agências ambientais, de veículos modelo 2003 em diante, de forma a reequilibrar a distribuição de idade de veículos nas sub-frotas. Por fim, ele informou que não houve alteração na quantidade de veículos nas agências.
 
Texto: Mário Senaga
Fotografia: José Jorge
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Nova lista de áreas contaminadas no Estado http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/383 Cresceu o número de áreas reabilitadas e em monitoramento para reabilitação
Como já era esperado, a nova Relação de Áreas Contaminadas e Reabilitadas no Estado de São Paulo - Dezembro de 2011, atualizada anualmente pela CETESB, traz um número maior de áreas registradas, 4.131, com um aumento de 12% em relação às 3.675 da última relação – de dezembro de 2010. Mas, o destaque, positivo, ficou por conta das áreas reabilitadas, cuja quantidade elevou-se das 163 áreas do levantamento de 2010 para 264 áreas (aumento de 62%). Somadas às áreas em processo de monitoramento para reabilitação, que totalizam 787, chegam-se a 1.051, ou 25% do total de áreas registradas, consideradas aptas para o uso declarado.
 
Salienta-se também que foram registradas 342 áreas onde ocorreu, ou está planejada, a reutilização, ou seja, onde ocorreu ou ocorrerá a mudança de uso, por exemplo, antigas áreas contaminadas industriais que, após a adoção de medidas de remediação, de controle institucional e de controle de engenharia, se transformam em áreas residenciais, comerciais e de lazer reabilitadas.
 
Mais uma vez, os postos de combustíveis destacam-se na lista, com 3.217 registros (78% do total), seguidos das atividades industriais, com 577 (14%), das atividades comerciais, com 179 (4%), das instalações para destinação de resíduos, com 121 (3%) e dos casos de acidentes, agricultura e fonte de contaminação de origem desconhecida, com 37 (1%). 
 
A contribuição de 78% atribuída aos postos de combustíveis é resultado do desenvolvimento do programa de licenciamento que se iniciou em 2001, com a publicação da Resolução CONAMA 273. No atendimento à Resolução e contando com o apoio e sugestões da Câmara Ambiental do Comércio de Derivados de Petróleo – fórum que congrega técnicos da CETESB e representantes do setor produtivo -, a CETESB exige a realização de investigação confirmatória, com o objetivo de verificar a situação ambiental do empreendimento a ser licenciado, bem como a realização da troca dos equipamentos com mais de 15 anos de operação.
 
De modo geral, o aumento constante do número de áreas contaminadas é visto como consequência da ação rotineira de fiscalização e licenciamento dos postos de combustíveis, das fontes industriais, comerciais, de tratamento e disposição de resíduos e do atendimento a acidentes envolvendo produtos químicos e perigosos.
Conforme lembra o diretor de Controle e Licenciamento Ambiental da CETESB, Geraldo do Amaral Filho, “o aumento de 12% no número de áreas cadastradas observado nesta última atualização demonstra o esforço na identificação de novas áreas”. Em maio de 2002, a CETESB divulgou pela primeira vez a relação de áreas contaminadas, registrando a existência de 255 áreas contaminadas no Estado de São Paulo, o mais desenvolvido e industrializado do país.
 
Considerando-se a divisão estadual por UGRHIs (Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos), a do Alto Tietê (onde está inserida a Região Metropolitana de São Paulo), é a que, na atual relação, registra o maior número de áreas contaminadas, 2.022, seguida da do Piracicaba/Capivari/Jundiaí, com 629, da do Paraíba do Sul, com 229, e da UGRHI da Baixada Santista, que apresenta 212 áreas. Por outro lado, as UGRHIs que apresentam números menores são as da Mantiqueira (08), do Aguapeí (19) e de São José dos Dourados (22).
 Destaca-se, também, que em 1.835, ou 45% do total de áreas registradas no Estado, medidas de intervenção (medidas de remediação, de controle institucional ou de controle de engenharia) estão implantadas ou em implantação.
 
 O documento expressa, ainda, que, “considerando a continuidade das ações de fiscalização e licenciamento da CETESB, além da colaboração de outros setores da sociedade, fica evidente que o número de áreas registradas na relação deverá crescer nas próximas atualizações”. Neste sentido, não deixa de observar que “a CETESB está promovendo a capacitação de seus técnicos, criando e disponibilizando infraestrutura e procedimentos para enfrentar os problemas gerados pela existência das áreas contaminadas”.
 
 Com relação a esses procedimentos, cita algumas publicações, disponibilizadas na página da agência ambiental paulista, como o “Manual de Gerenciamento de Áreas Contaminadas”, o “Guia para Avaliação do Potencial de Contaminação em Imóveis”, o “Procedimento para Gerenciamento de Áreas Contaminadas (Decisão de Diretoria 103/2007/C/E)” e o “Procedimento para Identificação de Passivos Ambientais em Postos de Combustíveis”.
 
 Quanto à iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, que sancionou a Lei 13.577/09, que dispõe sobre as diretrizes e procedimentos para o gerenciamento de áreas contaminadas no Estado de São Paulo, a proposta de regulamento dessa lei foi submetida a consulta pública ao longo de 2011 e as sugestões indicadas pela comunidade e entidades interessadas estão, no momento, sendo analisadas pela CETESB, quanto à sua relevância para elaboração do texto final a ser aprovado.
 
 Conforme o gerente do Departamento de Áreas Contaminadas da CETESB, Elton Gloeden, “o equacionamento da questão relativa às áreas contaminadas se dará como resultado da mobilização de diversos setores da sociedade, cabendo à agência ambiental, com a participação efetiva dos órgãos de saúde, recursos hídricos e planejamento urbano, nos níveis estadual e municipal, o gerenciamento do processo”. E conclui: “Em decorrência dessa mobilização e do gerenciamento adequado, os problemas atualmente existentes poderão ser solucionados ou mesmo transformados em ações de incentivo ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos”.
 
Texto: Mário Senaga
 

 

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Parecer desfavorável à implantação de centrais hidrelétricas no Rio Turvo http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/382

O secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, anunciou hoje (16) o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, desfavorável ao pedido de licenciamento de duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que estavam previstas para o Rio Turvo, na bacia do Rio Grande, na região noroeste do Estado. O projeto das unidades conhecidas como Talhadão e Foz do Preto, apresentado pela empresa Encalso Construções Ltda., com capacidade prevista de 12 e 16 MW, respectivamente, foi considerado “inviável ambientalmente” pela agência ambiental paulista.

Covas anunciou a decisão em reunião com o deputado federal Vaz de Lima e os deputados estaduais Carlão Pignatari, Itamar Borges, Orlando Bolçone e Sebastião Santos, envolvidos na mobilização da população da região contra os empreendimentos. “Estamos rejeitando o pedido de licenciamento em virtude das inadequações do empreendimento, que promoverá um grande impacto na região, não somente do ponto de vista ambiental, mas também nos aspecos socioeconômicos”, disse.
 
Segundo o secretário, além da supressão de grande extensão de área verde, o Ministério do Meio Ambiente considera a região prioritária para a preservação da biodiversidade.
 
O deputado Vaz de Lima disse na reunião que era portador de mensagem do senador Aloysio Nunes Ferreira, que apoiou a mobilização dos vários segmentos da sociedade contra os empreendimentos. Carlão Pignatari enfatizou que a decisão da Secretaria do Meio Ambiente traduz a vontade de toda a comunidade regional. Lembrou ainda que “empreendimentos como uma central hidrelétrica não cabe num lugar maravilhoso como aquele”.
 
O deputado Sebastião Santos informou que o governador Geraldo Alckmin e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – CONDEPHAAT são favoráveis ao tombamento da região por seus atributos ambientais e paisagísticos. “O parecer da CETESB, contrário aos empreendimentos, constitui um grande reforço para a nossa luta com essa finalidade”, afirmou. A reunião contou ainda com as presenças de Mario Welber, assessor de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente, e de Ana Cristina Pasini, diretora de Avalição de Impacto Ambiental, da CETESB.
 
O parecer da CETESB considerou vários aspectos para decidir pela inviabilidade da construção das PCHs, como a questão custo/benefício ambiental; os impactos que acarretariam na flora e fauna; conflitos de uso do trecho do rio; manifestações contrárias de vários órgãos, como o Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE, que considerou a sub-bacia da região em situação crítica para receber as centrais de energia, com forte comprometimento de sua disponibilidade hídrica; e pressões que provocaria sobre as infraestruturas urbanas em uma região com baixa oferta de aparelhos públicos, notadamente sobre os serviços de saúde.
 
O local escolhido para a implantação da PCH Talhadão, a montante das Corredeiras do Talhadão, situa-se a aproximadamente 4 km do Distrito de Duplo Céu, entre os municípios de Palestina e Paulo de Faria. De acordo com documentação apresentada pela Associação de Defesa do Meio Ambiente dos rios Turvo e Preto e da Cachoeira do Talhadão – AMERTP, a população temia que o canal de adução restringisse o acesso à Cachoeira do Talhadão, uma vez que o empreendimento estava projetado entre o acesso atual e o leito do rio Turvo.
Já a PCH Foz do Preto estava prevista para uma área a jusante da foz do rio Preto, a 2 km da ponte de concreto existente no rio Turvo, que liga os municípios de Pontes e Riolândia.
 
Segundo avaliações feitas pela CETESB ao que foi apresentado no Estudo de Impacto Ambiental, a região proposta para intervenção possui características que a credencia como patrimônio paisagístico natural e histórico, o que pode ser comprovado pela mobilização popular contrária aos empreendimentos, evidenciada tanto pela criação de uma associação civil voltada para esse fim, quanto pelas diversas manifestações ocorridas desde que a implantação das duas pequenas centrais foram propostas.
 
Existem, inclusive, iniciativas visando o tombamento do Talhadão protocolizadas junto ao CONDEPHAAT e ao IPHAN e a indicação para a criação de um parque nacional na região da Cachoeira do Talhadão.
O parecer ressalta, ainda, que a área total que seria suprimida foi estimada em 384,74 hectares, o que é incompatível com ações voltadas para a conservação da fauna e da flora, como sugerido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), que incluiu ambas as centrais em uma área prioritária para conservação da biodiversidade e de grande importância biológica.
 
Foi considerado que as desapropriações previstas para a instalação das centrais, promoveria um impacto significativo na região, com mais de 1.300 hectares que seriam desapropriados para a formação dos reservatórios e respectivas Áreas de Preservação Permanente – APPs. As intervenções também resultariam em conflitos com os usos atuais na região, de lazer e sociabilidade.
 
A instalação das duas PCHs também recebeu manifestação desfavorável do Comitê da Bacia Hidrográfica do Turvo/Grande, que considerou diversos aspectos como a formação de trecho de vazão reduzida, impactos cumulativos e sinérgicos desencadeados pela implantação das obras em cascata e a localização das unidades em áreas de condições socioambientais delicadas.
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CETESB amplia sua rede de monitoramento automático da qualidade do ar na RMSP http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/381 Rede estadual passa a contar com 23 estações na Grande São Paulo e 24 no interior e litoral
A CETESB está ampliando, a partir de hoje, 13/04, sua rede de monitoramento automático da qualidade do ar. Essa ampliação foi viabilizada através dos convênios estabelecidos entre a agência ambiental paulista e a DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A, no âmbito do licenciamento ambiental do Rodoanel, e entre a Companhia e a EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A., por conta do licenciamento da modernização da Usina Termoelétrica Piratininga. São três estações automáticas de monitoramento na Região Metropolitana de São Paulo, sendo duas - uma localizada em Carapicuíba (região oeste) e outra em Guarulhos  (região leste) – pelo acordo com a DERSA,  e a terceira - em Interlagos (zona sul da capital) - , como parte do convênio com a EMAE.

A estação Carapicuíba, instalada no Reservatório da SABESP na Avenida Inocêncio Seráfico, esquina com a Rua São Miguel, vai monitorar as concentrações atmosféricas de monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, partículas inaláveis e ozônio, além de parâmetros meteorológicos, como direção e velocidade dos ventos, umidade relativa do ar e temperatura, possibilitando a verificação da qualidade do ar em local relativamente próximo ao Trecho Oeste do Rodoanel.

A estação Guarulhos-Paço Municipal, como o próprio nome indica, localizada na região central, junto à sede da Prefeitura de Guarulhos, irá monitorar as partículas inaláveis, o ozônio e os óxidos de nitrogênio, além de parâmetros meteorológicos, tendo em vista possíveis alterações na qualidade do ar que possam ocorrer com a implantação do futuro Trecho Norte do Rodoanel.

E a estação Interlagos, instalada nas dependências do Hospital Geral de Pedreira, com acesso pela Rua Domingas Galleteri Blotta, 171, vai monitorar as concentrações de ozônio, partículas inaláveis, óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre, além dos parâmetros meteorológicos direção e velocidade dos ventos, umidade relativa do ar e temperatura, verificando a qualidade do ar em local relativamente próximo à Usina Termoelétrica Piratininga.

Cabe ressaltar que a implantação dessas estações também foi possibilitada por meio de Acordo de Cooperação Técnica firmado com os parceiros que cederam o espaço necessário para que a CETESB instalasse as estações. A Estação Interlagos, em parceria com o Hospital Geral de Pedreira, a Estação Carapicuíba, com o apoio da SABESP e a Estação Guarulhos-Paço Municipal, através de Acordo de Cooperação Técnica com a Prefeitura Municipal de Guarulhos. 

Com estas três novas estações, a Rede Automática de Avaliação da Qualidade do Ar da CETESB passa a contar com 23 estações na Região Metropolitana de São Paulo e 24, no interior e litoral do Estado. Os dados de qualidade do ar gerados são disponibilizados para a população em tempo real, no endereço eletrônico da CETESB (www.cetesb.sp.gov.br). Esses dados possibilitam, também, o acompanhamento das tendências e mudanças na qualidade do ar, devidas a alterações nas emissões dos poluentes e, assim, contribuir para a avaliação e auxiliar no planejamento de ações de controle da poluição atmosférica.
 
Texto:
Mário Senaga
Fotografia:
Pedro Calado
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Cidade de Santos recebe nova estação de qualidade do ar http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/380 Unidade móvel permanecerá no local durante período de um ano

A cidade de Santos conta a partir de hoje, 09/04, com mais uma estação de monitoramento da qualidade do ar, instalada no Centro de Esporte e Lazer da Praça Eng. José Rebouças, na Ponta da Praia. A nova unidade móvel permitirá que a CETESB compare temporariamente os níveis constatados na estação automática fixa, em operação no bairro do Boqueirão, com os da Ponta da Praia, próxima à região do Porto. As duas estações proporcionarão uma avaliação contínua e em tempo real da qualidade do ar respirado pela população, disponível na internet no endereço www.cetesb.sp.gov.br.  

Para o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, presente à inauguração, o equipamento terá um papel importante na avaliação das interferências da atividade portuária na qualidade do ar da região. “Com as duas estações, será possível comparar os dados levantados na área central da cidade e na região da Ponta da Praia", explica.

A nova estação permanecerá no local por aproximadamente um ano e medirá os poluentes: partículas inaláveis, ozônio, óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre, além dos parâmetros meteorológicos de umidade relativa do ar, temperatura, direção e velocidade dos ventos, radiação solar global e pressão atmosférica.  Em termos de medição uma estação móvel é semelhante a uma estação fixa e necessita de infraestrutura elétrica e de comunicação para funcionar. A diferença primordial é que a estação móvel pode ser deslocada e é utilizada para estudos temporários da qualidade do ar em determinada localidade.

Carlos Roberto dos Santos, diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental da CETESB, frisa que a Companhia está prestando uma importante contribuição para o município. “Os dados recolhidos subsidiarão as tomadas de decisões e futuras definições de políticas públicas na área ambiental”, disse.

A cidade de Santos, desde junho de 2011, conta com uma estação automática fixa, localizada nas dependências do Hospital Guilherme Álvaro, no bairro de Boqueirão. Esta estação mede partículas inaláveis, ozônio, óxidos de nitrogênio e parâmetros meteorológicos.

As estações santistas são fruto do processo de licenciamento ambiental da UTE Euzébio da Rocha – Petrobras, localizada na cidade de Cubatão, e funcionarão por meio de parceria entre a CETESB e o Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente – CEPEMA, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - POLI/USP. A instalação da estação no Centro de Esporte e Lazer da Praça Eng. José Rebouças contou com o apoio da Prefeitura de Santos, que disponibilizou o terreno onde a estação foi instalada.

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, ressaltou que a estação chega em uma boa hora, quando a cidade passa por grandes transformações, em função da exploração do pré-sal e do crescimento da atividade imobiliária e portuária: “É importante termos uma base técnica para a tomada de decisões na questão da qualidade do ar".

Com a entrada em operação da estação móvel na Ponta da Praia, a rede automática de avaliação da qualidade do ar da CETESB passa a contar com 44 estações, das quais 20 instaladas na Região Metropolitana de São Paulo, 5 na Baixada Santista, sendo 3 na cidade de Cubatão e 2 em Santos,  e 19 em outras localidades do Estado. 

Texto: Cristina Couto  /  Fotografia: José Jorge

 

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CETESB divulga o novo Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares 2011 http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/379 Novo inventário reflete os resultados da boa gestão ambiental no Estado

O Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares - 2011, que a CETESB disponibiliza a partir de hoje, 09/04, contém as informações sobre as condições ambientais e sanitárias dos locais de tratamento e disposição final de resíduos domiciliares relativas aos 645 municípios paulistas. 

O Inventário de 2011 mostra que o bom desempenho do Estado de São Paulo obtido nos últimos 3 anos praticamente se manteve. O número de municípios operando em condições adequadas em 2011 (422 municípios) corresponde a 65,4% do total de municípios do Estado e indica um percentual 15 vezes maior do que o observado em 1997, ano em que foi divulgado o primeiro relatório estadual.  

O panorama geral do Estado é apresentado no Mapa de Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos (IQR) de 2011. A cor verde indica os municípios com disposição final adequada de lixo e a amarela, aqueles municípios em condições enquadradas como controladas. No mapa de 2011, as duas cores predominam e a verde se sobressai em relação à amarela por todo o Estado, englobando a maioria dos 645 municípios paulistas. 

Uma terceira e última cor, a vermelha, destaca os 23 municípios remanescentes, no interior do Estado, que não conseguiram se enquadrar e, até o final do ano passado, operavam em condições inadequadas. Estes municípios, no entanto, estão sujeitos a ações corretivas e muitos já possuem solução delineada para sua adequação. Ao longo de 2011, foram emitidas 497 advertências, 228 multas e nove aterros foram interditados. 

Índice de qualidade médio passou de 4,0 para 8,3 

O Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos (IQR) médio dos sistemas de disposição final de resíduos sólidos domiciliares em operação nos municípios passou de 4,0 em 1997, para 8,3 em 2011. Ressalte-se a evolução referente à quantidade de resíduos sólidos dispostos adequadamente, que passou de 10,9% do total gerado em 1997, para 82,8% em 2011.  

Outra indicação significativa refere-se ao número de municípios com disposição em condição inadequada. Em 1997, esse número correspondia a 77,8% dos municípios do Estado e, em 2011, corresponde a 3,6% dos municípios, que, como já mencionado, são alvo das ações de controle da CETESB, para alcançar situações ambientais adequadas. 

Nova proposta de avaliação do Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos 

O relatório apresenta também as informações preliminares da nova metodologia de avaliação do Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos (IQR), denominado de IQR-Nova Proposta, desenvolvida no âmbito do Projeto Lixo Mínimo. Esta metodologia agrega novos critérios de pontuação e classificação dos locais de destinação, incorporando o conhecimento e experiência adquiridos ao longo dos anos pela CETESB. 

Em função dos índices apurados, as instalações são enquadradas como inadequadas ou adequadas, e não mais em três intervalos (adequado, controlado e inadequado), conforme o IQR convencional. Este novo índice deverá ser utilizado na composição do Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares relativo ao ano de 2012. 

Necessidade de manutenção da qualidade 

A análise dos resultados obtidos permite concluir que no decorrer dos últimos quinze anos, registrou-se um ganho ambiental inequívoco para os municípios, no que se refere aos locais de tratamento e disposição final de resíduos sólidos domiciliares no Estado de São Paulo. 

A melhoria das condições ambientais obtida nestes últimos anos é significativa e isso se deve ao conjunto de ações exercidas pela CETESB, assim como ao apoio e à orientação técnica prestada aos municípios, além da adoção de políticas públicas com o aporte de recursos no âmbito de três importantes programas com financiamento governamental: Programa de Aterros em Valas, FECOP - Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição e FEHIDRO - Fundo Estadual de Recursos Hídricos, dirigidos à solução dos problemas ambientais e sanitários. 

O Inventário Estadual, mediante a utilização de índices de qualidade das condições sanitárias e ambientais referentes ao tratamento e à disposição final dos resíduos domiciliares, constitui importante marco e instrumento no planejamento das ações e políticas públicas de Governo, destinadas à melhoria de condições ambientais dos aterros. 

Os resultados apontados demonstram, não somente um enorme esforço das equipes das Agências Ambientais da CETESB, das equipes do Programa Município Verde e Azul e do Projeto Lixo Mínimo, como, também, significa o resgate das condições sanitárias dos municípios, uma vez que foi atingido um importante estágio de desenvolvimento para o banimento dos lixões.

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Cetesb atualiza dados dos relatórios de qualidade do ar, águas e praias http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/378
Como ocorre todos os anos, a CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo apresenta os relatórios de qualidade do ar, das águas superficiais e de balneabilidade das praias, referentes a 2011.Os documentos estão disponíveis no site www.cetesb.sp.gov.br. As três publicações somam quase 700 páginas, sem considerar os apêndices, com informações geradas, “online”, nas redes automáticas ou por meio de coletas manuais realizadas periodicamente.
 
Os estudos trazem informações coletadas nas 44 estações automáticas e 41 pontos de monitoramento manual da qualidade do ar, 413 pontos de amostragem em rios, reservatórios e regiões estuarinas e marinhas, e em 156 pontos de coleta em 137 praias do Litoral paulista. Essas informações consolidam um instrumento de gestão que embasa as ações de fiscalização e controle implementadas pela CETESB e orienta as políticas públicas governamentais na área ambiental.
 
Qualidade do ar
 
Dados do Relatório de Qualidade do Ar, mostram que, na Região Metropolitana de São Paulo - RMSP, as concentrações de dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO) e partículas inaláveis (MP10) são menores do que as observadas no final de década de 90 e início dos anos 2000, em função dos diversos programas de controle adotados.
 
Dos poluentes atmosféricos monitorados pela CETESB, o ozônio, como vem ocorrendo nos últimos anos, é o que apresentou as concentrações mais elevadas, superando com frequência o padrão legal de 160 microgramas/m3. Na Região Metropolitana de São Paulo, o padrão foi ultrapassado em 96 dias ao longo de 2011, contra 61 dias em 2010.
 
A explicação básica reside na frota de cerca de 6,5 milhões de veículos da RMSP, que constitui a principal fonte de emissão dos poluentes que, em determinadas condições meteorológicas, formam o ozônio. No entanto, não é possível concluir se o aumento registrado representa efetivamente uma tendência, pois as condições meteorológicas, em 2011, sob a influência do fenômeno climático conhecido como “La Niña”, foram propícias para a formação desse poluente.
 
Assim como na RMSP, o ozônio é o poluente que mais viola o padrão de qualidade do ar, tanto no interior quanto no litoral. Foram registradas ultrapassagens dos padrões nos municípios de Americana, Jundiaí, Paulínia, Piracicaba, Jacareí, São José dos Campos, Jaú, Santos e Cubatão.
 
Outros poluentes, como o dióxido de enxofre (SO2) e monóxido de carbono (CO), apesar das condições meteorológicas desfavoráveis, apresentaram níveis entre os mais baixos da década, na RMSP. O dióxido de nitrogênio (NO2), que é um dos precursores do ozônio, não registrou nenhuma ultrapassagem dos limites legais. O padrão anual deste poluente não é ultrapassado há mais de uma década.
 
No caso das partículas inaláveis (MP10), as concentrações na RMSP mantiveram-se praticamente estáveis, registrando em 2011 a média de 38 microgramas/m3, abaixo do padrão anual de 50 microgramas/m3. Osasco, na Grande São Paulo, teve uma ultrapassagem do padrão diário de 150 microgramas/m3. Nas demais regiões do Estado, os padrões de MP10 foram ultrapassados em Rio Claro, Santa Gertrudes, Piracicaba-Algodoal e área industrial de Cubatão. Em Santa Gertrudes, e Vila Parisi, em Cubatão, as concentrações de particulados apresentaram médias bem superiores ao padrão anual.
 
Praias
 
Em 2011, registrou-se uma melhora na qualidade das praias do Litoral Norte em relação ao ano anterior. No tocante à Baixada Santista, as condições de balneabilidade foram piores do que em 2010. Essa piora deve-se à ocorrência de dois eventos de chuva muito intensa que tornaram impróprias todas as praias de Bertioga e muitas de Guarujá, o que prejudicou o índice de praias boas durante o ano de 2011 dessa região do litoral. Em função disso, o litoral do Estado de São Paulo apresentou 24% de praias próprias o ano todo em 2011. Em 2008, os índices apresentaram comportamento semelhante com o número de praias próprias permanecendo abaixo dos 25%.
 
A avaliação desse mesmo índice ao longo dos últimos dez anos revela uma tendência de piora, com a diminuição das praias que permanecem próprias para banho o ano todo. Essa tendência pode ser explicada pelo aumento de cerca de 20% da população nesse período em conjunto com a deficiência na coleta dos esgotos na região.
 
Por outro lado, avaliando a frequência de praias próprias, no Litoral Norte, nota-se que no período de 2002 a 2011, em todos os anos, a média de praias próprias permaneceu acima de 80%. Na Baixada Santista isso só ocorreu em 2002, 2003 e 2007, indicando, nesta região, uma pior condição de balneabilidade.
 
A chuva tem grande influência na qualidade das praias e, em geral, menores índices pluviométricos indicam melhores condições de balneabilidade. 2006 e 2008 foram anos mais chuvosos que refletiram na maior quantidade de praias Impróprias. Em 2011, apesar do total de chuva estar dentro da média histórica nas três regiões do Litoral, na Baixada Santista os índices pluviométricos nos três primeiros meses do ano foram mais elevados, o que explica, parcialmente, as piores condições registradas nesse ano.
 
Águas superficiais
 
O Relatório de Qualidade das Águas Superficiais do Estado de São Paulo aponta uma melhora na qualidade das águas nos rios paulistas, em 2011, em decorrência principalmente dos investimentos realizados em saneamento, a partir de 2006, aumentando o índice de tratamento do esgoto doméstico de 40% para 55%. Essa melhora é, ainda, resultado das ações de controle das fontes industriais efetuadas pela CETESB.
 
Como resultado, 86% dos pontos monitorados mantiveram, em 2011, classificações como ótima, boa e regular. Dos 198 pontos de amostragem, onde foi possível estabelecer uma série de 1996 a 2011, 17 apresentaram uma tendência de melhora, relacionadas principalmente a melhorias no sistema de saneamento básico.
No entanto, o esgoto doméstico é, ainda, o maior responsável pela presença, acima dos padrões estabelecidos pela legislação, de indicadores de poluição das águas como coliformes termotolerantes, fósforo total, Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO, nitrogênio amoniacal e surfactantes, bem como de ferro, alumínio e manganês. Metais como zinco, cádmio, mercúrio e chumbo, que estão associados aos lançamentos de efluentes industriais, apresentaram pequeno número de resultados desconformes, o que indica a eficiência no controle das fontes industriais no Estado.
 
A avaliação dos pontos de captação de água para abastecimento público indicou que em 81% dos locais foram registradas classificações ótima, boa e regular. Os indicadores que influenciaram negativamente os resultados, como a presença de substâncias tóxicas, foram registrados nos reservatórios Jundiaí,Taiaçupeba, Cabuçu, Guarapiranga, Itupararanga, Cascata, Córrego Água do Norte e Billings, no braço do Taquacetuba e no Canal de Fuga.
 
O Reservatório Itupararanga vem apresentando uma piora em relação aos anos anteriores, principalmente com relação à presença de cianobactérias.
 
Download dos Relatórios:
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Especialista americano relata experiência em acidentes envolvendo derrames de óleo no mar http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/377 Para Bruno Covas, o país deve buscar um planejamento para enfrentar os desafios do Pré-Sal

O auditório da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e CETESB recebeu, em 28/03, uma centena de convidados interessados em saber quais são as respostas mais atualizadas para os acidentes envolvendo derrames de óleo no mar.  O encontro contou, em sua cerimônia de abertura, com as presenças do secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, do presidente da CETESB, Otavio Okano, e do representante da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América (EPA), Dr. James Staves.


Bruno Covas destacou que o país vive no momento o desafio do Pré-Sal. Tal situação, segundo o secretário, induz os órgãos técnicos a buscarem, em primeiro lugar, um planejamento das ações a serem desenvolvidas.
“Em 1978, os técnicos da CETESB enfrentaram pela primeira vez uma ocorrência envolvendo um vazamento de óleo no mar, do navio Brazilian Marina, na cidade de São Sebastião. Hoje, passados 34 anos, a Companhia se aprimorou e passou a ser um nome de referência nessas situações”, salientou Otavio Okano.

 

Para Robson José Calixto, do Departamento de Apoio ao Conselho Nacional de Meio Ambiente, “o Brasil já possui uma estratégia de trabalho para enfrentar tais episódios e a CETESB é uma parceira técnica de primeira linha.”


James Staves, em sua primeira fala, salientou que os Estados Unidos conta com um Plano Nacional de Contingência, que abrange três grandes tópicos: as águas, a poluição causada por derramamento de petróleo e a compensação ambiental. Para James, uma ferramenta importante utilizada em seu país, nos casos críticos de derramamentos de produtos químicos, é o Centro Nacional de Respostas. Trata-se de uma central telefônica, operante 24 horas, que recebe denuncias sobre vazamentos de petróleo, surtos de doenças e prováveis ações terroristas.


Em caso de acidente de grandes proporções envolvendo vazamento de óleo, a Central notifica, através de um e-mail, todos os coordenadores que atuam nas ações de controle, como, por exemplo, os representantes da Agência de Proteção Ambiental e da Guarda Costeira. Tal agilidade foi fundamental nas ações de contenção do acidente ocorrido em 20 de abril de 2010, a 65 km da costa do Estado de Louisiana, no Golfo do México, quando uma plataforma de petróleo explodiu e pegou fogo.

Na época, as equipes que atuaram na operação para interromper o vazamento de petróleo utilizaram robôs submersíveis, controlados à distância, que tentaram apertar um botão que fecharia a válvula. Tal ação não surtiu efeito e em função da grave situação, outras atitudes foram tomadas paralelamente. Drenos foram instalados e, pela primeira vez, foram utilizados dispersantes para tentar evitar o estrondoso dano ambiental.


Por lei, nos Estados Unidos os acidentes devem ser notificados imediatamente, pela empresa responsável, para a Central Nacional de Respostas, para que o plano de contenção seja deflagrado o mais rápido possível. A não notificação é punida por multa.


Por último, James salientou a importância da resposta imediata para a imprensa e para a comunidade, dos fatos ocorridos. “Relatar com precisão e transparência os acontecimentos é vital para um andamento pacífico dos trabalhos”, concluiu o representante da EPA.


O “Workshop Internacional Respostas a Derrames no Mar: Aspectos Críticos” será encerrado amanhã, 29/03. Durante os dois dias de explanações, técnicos da CETESB, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis, da Petrobras, da Capitania dos Portos e do Conselho Nacional de Meio Ambiente relatarão suas experiências com relação ao plano de contingências, o comando unificado, a logística e ações de resposta para com a sociedade e relacionamento com os meios de comunicação.

Texto: Cristina Couto
Fotografia: José Jorge

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Semana estadual de combate à dengue http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/374 CIPA intensifica ações para prevenção da doença na SMA/CETESB

Durante a Semana Estadual de Mobilização Contra a Dengue, de 26 a 30 de março, promovida pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, a Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA) reforça o trabalho de conscientização dos colaboradores da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) sobre prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Ações

Com medidas simples é possível combater a dengue:

- jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias etc;
- vire de cabeça para baixo garrafas, vasos e baldes vazios;
- colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada;
- não jogar lixo em terrenos baldios;
- manter o saco de lixo bem fechado e fora do alcance dos animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana;
- manter a caixa d’água completamente fechada para impedir que vire criadouro do mosquito;
- encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta ou lavá-los com escova, água e sabão semanalmente;
- se você tiver vasos de plantas aquáticas, trocar a água e lavar o vaso, principalmente por dentro, com escova, água e sabão, pelo menos, uma vez por semana;
- guarde pneus em locais cobertos;
- elimine qualquer recipiente com água parada

Fique atento aos sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas no corpo e dor nos ossos e articulações. Procure um médico. Dengue não é brincadeira: é uma doença grave e pode matar.

A CIPA realiza um trabalho constante de prevenção de acidentes e de combate à dengue na SMA/CETESB desde 1997, com resultados consideráveis.

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CETESB debate na FIESP reuso e novos padrões de qualidade da água http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/373 Em evidência a nova Portaria nº 2914 do Ministério da Saúde sobre potabilidade

A escassez, o reuso e os novos padrões de potabilidade da água para consumo humano, de acordo com a nova Portaria nº 2914, aprovada em dezembro de 2011 pelo Ministério da Saúde, foram discutidos por empresários, especialistas e autoridades da área ambiental do setor público e privado, durante seminário realizado nesta quinta-feira (22/3) na FIESP – Federação da Indústria do Estado de São Paulo, em sua sede na avenida Paulista.

 
Para Carlos Roberto dos Santos, diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental da CETESB, “é preciso considerar os avanços do conhecimento técnico-científico, no que diz respeito aos padrões de potabilidade”, tendo como base as normas internacionais e as recomendações dos Guias de Qualidade da Água para Consumo Humano da Organização Mundial da Saúde – OMS, com a realidade brasileira.
 
Destacou, entre outros pontos, a base do processo de revisão dos padrões de qualidade, a preocupação do Ministério da Saúde em conciliar as exigências técnicas com os avanços tecnológicos e, sobretudo, o aprimoramento da gestão participativa para assegurar a saúde da população.
 
O secretário-adjunto de Meio Ambiente, Rubens Rizek e o presidente da CETESB, Otavio Okano, participaram da mesa de abertura do seminário, capitaneado pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Meio Ambiente da FIESP, Eduardo San Martin. Rizek elogiou a iniciativa da Federação das Indústrias, afirmando que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a CETESB vêm trabalhando firmemente na fiscalização e na proteção dos mananciais, para preservar a qualidade da água.
 
Otavio Okano disse que, quanto ao reuso da água na indústria, há muito que se comemorar. Ele lembrou que na década de 70, na região de Ribeirão Preto, por causa do avanço do setor sucroalcooleiro, houve muitas ocorrências de mortandade de peixes e vários problemas ambientais decorrentes do lançamento de vinhaça nos rios, prejudicando também o abastecimento público.
 
“Com a ação fiscalizadora da CETESB e o esforço do setor produtivo, com projetos de tratamento de água e a reutilização da vinhaça em solo agrícola como fertilizante, a situação melhorou”, disse.
 
Após o encerramento dos debates, organizado em comemoração ao Dia Mundial da Água, houve a cerimônia de entrega da 7ª edição do prêmio às empresas que se destacaram em programas de reuso da água.
 
Texto: Rosely Ferreira
Fotos: Pedro Calado
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CETESB lança o Guia Nacional de Coleta e Preservação de Amostras de Água no Estado http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/372 Padronização dos procedimentos torna-se referência nacional para coleta e preservação de amostras para fins de monitoramento da qualidade das águas

 Com a publicação do Guia Nacional de Coleta e Preservação de Amostras de Água,Sedimento, Comunidades Aquáticas e Efluentes Líquidos, elaborado pela CETESB, com apoio da Agência Nacional de Águas – ANA, a comunidade técnico científica do país, e principalmente os profissionais envolvidos no monitoramento da qualidade dos recursos hídricos brasileiros, passam a contar com material de referência para executar a coleta de amostras de águas superficiais e sua preservação, dentro de critérios e metodologias internacionalmente reconhecidas para ensaios físico-químicos, microbiológicos, biológicos e toxicológicos.

A ANA, por meio da Resolução nº 724 de 03/10/2011, adota o Novo Guia como documento de referência técnica no monitoramento de qualidade dos recursos hídricos em todo território nacional para o atendimento ao Programa Nacional de Qualidade de Água - PNQA.
 
A cerimônia de lançamento oficial do Guia Nacional ocorreu no dia 20/3, no auditório da CETESB e contou com as presenças do secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas; do secretário-adjunto de Saneamento e Recursos Hídricos, Rogério Menezes; do diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas - ANA, Paulo Rodrigues Vieira; do presidente da CETESB, Otavio Okano e demais diretores e convidados.
 
O secretário Bruno Covas falou da importância da água, de seu bem, que é limitado, e do orgulho que sente pela produção desse Guia em parceria com a ANA. Frisou ainda que “os paulistas e todos os brasileiros também se sentem orgulhosos de poder contar com os trabalhos que são desenvolvidos pela Companhia, com metodologias científicas de ponta, conquistando selos de eficiência e de garantia, assegurando saúde por intermédio da qualidade da água”.
 
Otavio Okano, presidente da CETESB, lembrou que no passado, os técnicos utilizavam as notas técnicas como referência para métodos de preservação de amostras”. Em 1988, foi elaborado o primeiro Guia de Coleta de Amostras de Águas, o que subsidiou a confecção desse Guia Nacional. “É com muita satisfação acompanhar a evolução dos trabalhos da CETESB, culminando nesse Guia que o INMETRO adotará como referência nacional”, disse.
 
Essa publicação de 325 páginas não seria possível sem o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, que financiou a editoração e tiragem de 2.000 exemplares, bem como a elaboração de um vídeo trazendo os principais procedimentos de coleta para os ensaios previstos no PNQA.
 
Esse novo Guia de Coleta traduz a gestão do conhecimento do corpo técnico da CETESB, adquirido na prática diária e no processo de implantação de um Sistema de Qualidade dessas atividades, e demonstra a responsabilidade da Companhia, na sua missão institucional de transferência de tecnologia ambiental, colaborando para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
 
A apresentação técnica do Guia ficou a cargo de Carlos Jesus Brandão, gerente do Setor de Amostragem da CETESB.


 
Texto: Rosely Ferreira
Fotos: José Jorge Neto
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Eleições para Presidente na Câmara Ambiental da Indústria de Couros em 28/03/2012 http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/371

A Câmara Ambiental da Indústria de Couros, Peles, Assemelhados e Calçados deflagrou o seu processo eleitoral, convocando a eleição de seu novo presidente para o mandato 2012-2014. A votação acontecerá na próxima reunião plenária da Câmara prevista para se realizar em 28/03/2012, às 10 h, na sede da AMCOA - Associação dos Manufaturadores de Couros e Afins -  situada à Av. Alberto Pulicano, 4210, Distrito Industrial, em Franca/SP.

Os candidatos se apresentarão na ocasião e os membros efetivos que deverão votar , além da AMCOA, são representantes de entidades como SINDACOUROS, CICB - Centro das Ind. De Curtumes do Brasil, SINACOURO - Sindicato da Industria de Artefatos de Couro do Estado de São Paulo,  CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, entre outras.

Várias outras entidades também foram convidadas a participar do evento, uma vez que a composição das Câmaras também está em processo de renovação de seus membros efetivos representantes do setor produtivo, onde será aplicado o Regimento Interno das Câmaras.

As Câmaras Ambientais são fóruns colegiados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, constituídos no âmbito da CETESB, de caráter consultivo e têm como meta promover a melhoria da qualidade ambiental, por meio da interação entre o poder público e os setores produtivos e de infra-estrutura do Estado de São Paulo.
 
Compostas por dez membros do setor produtivo e seis membros do sistema ambiental, as Câmaras Ambientais do Estado de São Paulo , têm cada uma  o seu presidente, cargo este sempre ocupado por um membro efetivo, representante do setor produtivo, durante um mandato de dois anos, podendo ser reeleito uma única vez por igual período consecutivo de dois anos. Isto está determinado no seu  Regimento Interno,  cujo cumprimento é observado pela Diretoria da CETESB.
 
Nesse sentido, a maioria das 16 Câmaras Ambientais em atividade deverá convocar suas eleições nos próximos meses, dentro de um processo participativo que garanta a representatividade dos setores envolvidos e a transparência na atuação das mesmas.
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Prefeituras paulistas recebem 1,1 milhão de recursos do FECOP http://www.cetesb.sp.gov.br/noticia/370 Com o dinheiro serão compradas máquinas e equipamentos para a coleta, tratamento e disposição de resíduos domiciliares

O governador Geraldo Alckmin participou na quinta-feira (1/3), no Palácio dos Bandeirantes, da assinatura de convênio com oito prefeituras paulistas, que receberam 1,1 milhão de reais através do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição - FECOP, administrado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e CETESB, para a aquisição de máquinas, equipamentos e veículos destinados a coleta, tratamento e disposição de resíduos domiciliares e da construção civil.

Foram liberados recursos para as prefeituras municipais de Bertioga, Borebi, Botucatu, Brotas, Caiuá, Cosmorama, Jales e São Luiz do Paraitinga.  O FECOP foi instituído pela Lei Estadual nº 11.160, de 2002 e regulamentado pelo Decreto nº 46.482 do mesmo ano, com o objetivo de apoiar a Política Estadual de Controle da Poluição, através do incentivo a execução de projetos voltados ao controle, à preservação e à melhoria das condições ambientais do Estado.

No mesmo dia, foram assinados um total de 228 convênios com 182 municípios do Estado, repassando-os 88,2 milhões de reais para o investimento em obras de infraestrutura e melhoria da qualidade de vida da população.

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