Panorama geral

Breve histórico sobre vazamentos de óleo no mar no mundo

O primeiro caso de grande importância mais conhecido foi em 1967, quando o petroleiro Torrey Canyon encalhou perto da Inglaterra, liberando 123.000 ton de óleo, atingindo áreas costeiras inglesas e francesas, causando mortandade de centenas de aves além de prejuízos à pesca e ao turismo.
 

 
  Petroleiro Torrey Canyon,
encalhado em 1967 na costa da Inglaterra
- 123.000 ton de óleo vazados
 

Depois deste, muitos outros ocorreram. A Tabela 1 ilustra os maiores vazamentos de óleo já registrados no mundo, por volume liberado:

 

Tabela 1 - Dez maiores vazamentos de óleo no mundo envolvendo navios
  Data Navio Região Vol vazado (ton)
1 1979 Atlantic Empress ~ Tobago 287.000
2 1991 ABT Summer ~ Angola 260.000
3 1983 Castillo de Belver ~ Africa do Sul 25.2000
4 1978 Amoco Cadiz ~ França 223.000
5 1991 Haven ~ Italia 144.000
6 1988 Odyssey ~ Canada 132.000
7 1967 Torrey Canyon ~ Reino Unido 119.000
8 1972 Sea Star ~ Golfo de Oman 115.000
9 1980 Irenes Serenade ~ Grécia 100.000
10 1976

Urquiola

~ Espanha 100.000
 
www.itopf.com
 
 

Naufrágio do petroleiro Amoco Cadiz,
em 1978 - Costa da França
- 230.000 ton. vazadas

 

Além dos petroleiros, a liberação de óleo no mar também pode ocorrer por outras fontes, envolvendo plataformas, portos, terminais, refinarias e dutos. A tabela 2 ilustra casos internacionais mais significativos:

 

Tabela 2 - Grandes vazamentos de óleo no mundo
Data Causa Região Vol vazado (ton)
26/01/91 Guerra do Golfo Pérsico Kuwait -Golfo Pérsico 7.680.000
03/06/79 Poço de petróleo Ixtoc Campeche - México 4.480.000
02/03/92 Poço de petróleo Uzbaquistão 2.816.000
04/02/83 Plataforma petrolífera Nowruz Irã - Golfo Pérsico 2.560.000
01/08/80 Poço de petróleo D 103 Libya 1.344.000
 
Fonte: ETKIN (1998)


Apesar do intenso volume de óleo liberado, a grande maioria destes casos é praticamente desconhecido. Isto porque muitos ocorreram em alto mar, distantes da zona costeira, sem trazer impactos diretos à fauna como mortandade de aves e mamíferos ou prejuízos à pesca e ao turismo. É importante frisar que a extensão do dano ambiental causado por estas ocorrências, nem sempre é proporcional apenas ao volume vazado, porque está também na dependência da causa do incidente, da dimensão do volume liberado, do tipo de produto envolvido, da sua respectiva toxicidade, da magnitude de áreas afetadas e da sensibilidade ecológica e socioeconômica destes ambientes (CINTRON, 1981 in SCHAEFFER-NOVELLI, 1990 e POFFO, 2000).

Prova disto foi o acidente com o petroleiro Exxon Valdez (37.000 ton liberados), relacionado na 53o posição entre os 65 maiores derramamentos de óleo no mundo (ETKIN, 1998) e na 20o posição entre os vinte maiores (ITOPF, 2001). Percebe-se que o volume vazado não foi grande, comparando a outras ocorrências mas, por ter ocorrido em área abrigada e sensível, com importantes recursos biológicos e atividades de importância socioeconômica, foi considerado um dos piores eventos da nossa história. Mais informações sobre esta ocorrência, acessar: http://www.valdezscience.com.
 

 
  Petroleiro Exxon Valdez
encalhado no Alasca (EUA), em 1989, liberando 37.000 ton de óleo


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