Em 1979 iniciou-se o Programa Nacional do Álcool – PROALCOOL, e a partir de então, ocorreram novas e importantes modificações na composição dos combustíveis utilizados pelos veículos automotores. Neste mesmo ano, foi iniciado o fornecimento da mistura da gasolina com o álcool anidro, com 15% de etanol, chegando - se a 22% nos anos seguintes. Esta proporção de adição de etanol anidro à gasolina foi adotada em 1990 pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente, por recomendação do setor energético.
Uma nova alternativa em termos de combustível automotivo surgiu em 1990, quando devido a escassez de etanol anidro no mercado brasileiro, foi introduzida, em caráter emergencial, a mistura gasolina-etanol-metanol ( 7%-60%-33% em volume, respectivamente) para utilização em veículos movidos a etanol. Essa mistura foi concebida na CETESB a partir de cálculos teóricos e de ensaios de emissão de escapamento e aceita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - ANFAVEA para permitir a manutenção dos parâmetros de emissão, consumo e desempenho dos veículos em uso.
Em 1998, o Governo Federal, com a Medida Provisória n.º 1.662-3, de 25 de agosto, elevou o teor de álcool anidro na gasolina para 24% em volume. Essa elevação, em relação aos 22% regulamentados anteriormente, não acarreta alterações sensíveis no perfil de emissão dos veículos em circulação, uma vez que os veículos fabricados mais recentemente, com tecnologia mais avançada, como a injeção eletrônica de combustível e sensores de oxigênio, são dotados de sistema de auto compensação da relação ar-combustível para variações dessa ordem no teor de etanol.
Os novos limites de emissão para veículos leves e pesados a serem cumpridos pelas montadoras e que entrarão em vigência a partir de 2012, exigem adequação dos combustíveis e por essa razão se discute atualmente com a ANP – Agência Nacional do Petróleo, os refinadores de petróleo e as montadoras de veículos, as especificações necessárias ao atendimento dos requisitos ambientais que incluem, no mínimo, a redução dos teores de enxofre na gasolina para 50 partes por milhão (ppm massa) em 2010 e para 10 partes por milhão ( ppm massa) no óleo diesel para 2013.
Esse cronograma de introdução destes novos combustíveis visa permitir a introdução de modernas tecnologias de controle de emissões, com melhora significativa na redução da emissão dos poluentes regulamentados, em especial de material particulado (fumaça) por veículos pesados do ciclo Diesel.
Em relação a esta última fonte de emissão, a PETROBRÁS introduziu em 2005, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Santos, Campinas e São José dos Campos, o óleo diesel S500, com teor máximo de 500 ppm de enxofre, que veio a substituir o óleo diesel metropolitano com 2.000 ppm de enxofre, trazendo inegáveis vantagens ambientais pela retirada de 75% em massa do enxofre contido no óleo diesel e o equivalente potencial de redução na emissão de óxidos de enxofre e de fumaça em todos os veículos a diesel na frota, independente da tecnologia construtiva do motor.
No ano de 2006 introduziu-se novas melhorias no óleo diesel automotivo com o lançamento de um óleo diesel com 200 ppm de enxofre, destinado a veículos leves a diesel.
Outra ação ambientalmente eficaz a ser implementada até 2014 pelos refinadores de petróleo será a substituição de todo o óleo diesel denominado “interior”, com teor de enxofre atual de 2.000 ppm em massa ( 75% de todo o óleo diesel consumido no país) pelo óleo diesel com 500 ppm em massa de enxofre.
Isto permitirá grandes ganhos ambientais, pois, este óleo diesel com menor teor de enxofre reduzirá, em todo país, a emissão de material particulado (fumaça) não só em caminhões e ônibus, mas como também em tratores, máquinas agrícolas, de terraplanagem, locomotivas, motores estacionários etc.