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Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Secretaria de Estado do Meio Ambiente |
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16/09/2004 |
Dia
Internacional de Proteção da Camada de Ozônio reúne especialistas na CETESB |
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A Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA
realizou, nesta quinta-feira (16/9), uma série de palestras para
comemorar o Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio,
celebrado nesta data em todo o mundo. O seminário comemora também
os dez anos de criação do Grupo Ozônio, do qual fazem
parte instituições como a CETESB – Companhia de Tecnologia
e Saneamento Ambiental, Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, Serviço
Nacional da Indústria – SENAI, empresas dos setores eletro-eletrônico
e refrigeração e organizações não-governamentais,
além do Programa Estadual de Prevenção à Destruição
da Camada de Ozônio –PROZENESP. A abertura do evento contou com a participação da secretária-adjunta da SMA, Suani Teixeira Coelho, representando o secretário do Meio Ambiente, professor José Goldemberg; Maria da Glória Figueiredo, gerente do Departamento de Apoio Técnico da presidência da CETESB, representando o presidente Rubens Lara; Josilene Ferrer, coordenadora do PROZONESP e membro do Grupo Ozônio. Suani Teixeira Coelho disse que o problema da camada de ozônio é um desafio a ser enfrentado, mas o trabalho constante e persistente permitirá trazer uma solução para a questão. Ressaltou também que a taxa de crescimento do buraco na camada de ozônio está diminuindo e isso já é um grande avanço, manifestando a esperança de que evento no ano que vem comemore mais vitórias. Maria da Glória Figueiredo lembrou que São Paulo é responsável pela emissão de 50% de substâncias que destróem a camada de ozônio, mas salientou que a CETESB tem um trabalho fundamental nessa área, mantendo uma Divisão de Questões Globais, responsável pela realização estudos sobre aquecimento global. O objetivo das pesquisas é de que, em 2007, não sejam mais produzidos produtos responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Josilene Ferrer, em nome dos membros do Programa Estadual da Camada de Ozônio e do Grupo Ozônio, afirmou que o processo mundial de substituição das substâncias que destróem a camada de ozônio está contribuindo para a diminuição da taxa de crescimento do buraco. Alertou, no entanto, que isso não significa que o buraco da camada de ozônio esteja diminuindo, mas que, se a taxa de crescimento continuar caindo, em 2010, poderá haver um declínio gradativo. Para Ferrer, ainda temos de ter cuidado, pois trata-se de uma camada fina na estratosfera, que contém um gás raro e essencial para a vida no planeta. A mesa foi composta, ainda, por Márcio Rosa Rodrigues de Freitas, coordenador geral de Controle e Qualidade Ambiental do IBAMA, Sergio Talarico Filho, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Geraldo Siqueira Filho, chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente, José Ronaldo Keelb, presidente nacional de Aquecimento Solar e vice-presidente de Tecnologia e Meio Ambiente do ABRAVA, Osmar Silva, vice-presidente executivo da SMACNA Brasil, Evandro Soares, coordenador-técnico da Unidade de Implementação e Monitoramento do Plano Nacional de Eliminação do CFC, e Duvivier Guethi Junior, diretor do Centro SENAI de Produção Mais Limpa. Palestras Iniciando as palestras, o chefe do Laboratório
de Ozônio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE,
Volker W. J. H. Kirchhoff, trouxe em pauta o monitoramento da camada de
ozônio e observações no Brasil. O palestrante disse
que a formação de ozônio é resultado da radiação
ultravioleta incidindo no oxigênio, sendo este um processo natural,
sem interferência do homem. Processos químicos Roberto A. Peixoto, professor da Escola de Engenharia
Mauá e membro do Comitê de Opções Técnicas
em Refrigeração e Ar Condicionado do PNUMA – Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente citou em sua palestra
a relação da camada de ozônio e mudanças climáticas.
Lembrou que, com o surgimento, em 1984, do primeiro buraco na camada de
ozônio na Antártida, estudos começaram a ser feitos
até que, em 1987, foi assinado o Protocolo Montreal que se tornou
uma referência na questão do desenvolvimento sustentável. Câncer de pele A última palestra foi de Luís Fernando
Tovo, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia –
SBD, ex-coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD
e autor das Diretrizes em Oncologia Cutânea da Associação
Médica Brasileira, que falou sobre raios UVB e câncer de
pele. A destruição da camada de ozônio influência
totalmente a vida do ser humano e também é responsável
pelo aumento do câncer de pele, pois “quanto mais diminui
a camada, maior se torna o número de pessoas com câncer de
pele”, disse. |
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| Texto: Priscilla Martini e Cintia Frassini Fotos: Pedro Calado |
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