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A CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento
Ambiental adotou novas medidas para reduzir o consumo de água.
A meta para 2004 é cortar 20% do consumo anual, conforme decreto
governamental. Dentre as novidades adotadas, o destaque é a implantação
do sistema de reutilização das águas usadas no resfriamento
de equipamentos do Prédio 5.
Conforme Kunihiko Kurisaki, gerente da Divisão de Engenharia e
Manutenção, com esse sistema a economia será de 300
m3 por mês, sendo que em breve o mesmo procedimento será
adotado no Prédio 3. "Com a instalação dos dois
sistemas conseguiremos atingir a meta prevista para 2004, reduzindo em
mais 20% o consumo de água na companhia", concluiu Kunihiko.
Entre 1998 e 2003, o consumo de água nas dependências da
Secretaria do Meio Ambiente do Estado - SMA e da CETESB, foi reduzido
em mais de 50%. No final de 1998, quando a SMA assinou contrato com a
SABESP aderindo ao PURA - Programa de Uso Racional da Água, o consumo
anual era de 73.829 m3. Após cinco anos, o consumo caiu para 36.629
m3.
Seguindo as orientações do PURA, a equipe da Divisão
de Engenharia e Manutenção detectou e corrigiu vazamentos,
instalou equipamentos economizadores de água e efetuou estudos
para adequar procedimentos de áreas com elevado consumo de água.
Desenvolveu, ao mesmo tempo, campanhas educativas para conscientizar e
sensibilizar os empregados.
"Há cerca de três meses iniciamos a instalação
de tubulações e de quatro reservatórios no subsolo
do prédio 5. Agora já está tudo concluído
e o sistema está operando regularmente", afirmou o gerente.
Desta maneira, desde julho, as descargas dos sanitários do Prédio
5, da guarita de segurança, do Setor de Transportes e do vestiário
dos motoristas, instalado no subsolo do Prédio 1, são abastecidas
com água reutilizada. Parte dessa água é destinada
à torre de resfriamento do sistema de ar condicionado e também
às torneiras distribuídas no jardim.
O reúso
O reúso planejado da água faz parte de um programa global
coordenado pela Organização das Nações Unidas
e pela Organização Mundial da Saúde, que pretendem
alcançar três importantes objetivos: proteção
da saúde pública, manutenção da integridade
dos ecossistemas e uso sustentado da água. Esse produto pode ser
utilizado para geração de energia, refrigeração
de equipamentos, em diversos processos industriais e em outros casos que
não necessitem de água potável.
Na SABESP, a prática do reúso vem desde os anos 80, em suas
próprias instalações. Hoje, são reaproveitados
780 milhões de litros de água por mês, volume suficiente
para abastecer toda a população de uma cidade como Taubaté,
no Vale do Paraíba.
Por haver um excedente na produção, a SABESP estendeu, a
partir de 1997, a alternativa às empresas que compram o produto
com um custo mais baixo. É o caso da Coats Correntes, pioneira
no uso de água recuperada, utilizando-a no tingimento de linhas,
economizando 70 mil litros de água por hora. Outras treze empresas
também aderiram à prática e compram 172 mil litros
de água de reúso por dia, desde julho de 2002.
Além das empresas, também as prefeituras de São Paulo,
Barueri, São Caetano do Sul, Carapicuíba, Diadema e Santo
André usam o produto para efetuar a lavagem de ruas e avenidas,
consumindo 34 milhões de litros de água por mês, com
custos bastante reduzidos para esses municípíos, que pagam
R$ 0,36 por mil litros de água.
A prática do reúso da água está se disseminado,
levando muitas empresas a adotarem procedimentos para recuperar e reciclar
o produto dentro dos próprios processos industriais, resultando
na redução do consumo de água potável, com
grandes benefícios para o meio ambiente.
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