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10/08/2004

 

Reúso de água gera economia para
as empresas e vantagens ambientais

   
 

A CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental adotou novas medidas para reduzir o consumo de água. A meta para 2004 é cortar 20% do consumo anual, conforme decreto governamental. Dentre as novidades adotadas, o destaque é a implantação do sistema de reutilização das águas usadas no resfriamento de equipamentos do Prédio 5.

Conforme Kunihiko Kurisaki, gerente da Divisão de Engenharia e Manutenção, com esse sistema a economia será de 300 m3 por mês, sendo que em breve o mesmo procedimento será adotado no Prédio 3. "Com a instalação dos dois sistemas conseguiremos atingir a meta prevista para 2004, reduzindo em mais 20% o consumo de água na companhia", concluiu Kunihiko.

Entre 1998 e 2003, o consumo de água nas dependências da Secretaria do Meio Ambiente do Estado - SMA e da CETESB, foi reduzido em mais de 50%. No final de 1998, quando a SMA assinou contrato com a SABESP aderindo ao PURA - Programa de Uso Racional da Água, o consumo anual era de 73.829 m3. Após cinco anos, o consumo caiu para 36.629 m3.

Seguindo as orientações do PURA, a equipe da Divisão de Engenharia e Manutenção detectou e corrigiu vazamentos, instalou equipamentos economizadores de água e efetuou estudos para adequar procedimentos de áreas com elevado consumo de água. Desenvolveu, ao mesmo tempo, campanhas educativas para conscientizar e sensibilizar os empregados.

"Há cerca de três meses iniciamos a instalação de tubulações e de quatro reservatórios no subsolo do prédio 5. Agora já está tudo concluído e o sistema está operando regularmente", afirmou o gerente. Desta maneira, desde julho, as descargas dos sanitários do Prédio 5, da guarita de segurança, do Setor de Transportes e do vestiário dos motoristas, instalado no subsolo do Prédio 1, são abastecidas com água reutilizada. Parte dessa água é destinada à torre de resfriamento do sistema de ar condicionado e também às torneiras distribuídas no jardim.

O reúso
O reúso planejado da água faz parte de um programa global coordenado pela Organização das Nações Unidas e pela Organização Mundial da Saúde, que pretendem alcançar três importantes objetivos: proteção da saúde pública, manutenção da integridade dos ecossistemas e uso sustentado da água. Esse produto pode ser utilizado para geração de energia, refrigeração de equipamentos, em diversos processos industriais e em outros casos que não necessitem de água potável.

Na SABESP, a prática do reúso vem desde os anos 80, em suas próprias instalações. Hoje, são reaproveitados 780 milhões de litros de água por mês, volume suficiente para abastecer toda a população de uma cidade como Taubaté, no Vale do Paraíba.

Por haver um excedente na produção, a SABESP estendeu, a partir de 1997, a alternativa às empresas que compram o produto com um custo mais baixo. É o caso da Coats Correntes, pioneira no uso de água recuperada, utilizando-a no tingimento de linhas, economizando 70 mil litros de água por hora. Outras treze empresas também aderiram à prática e compram 172 mil litros de água de reúso por dia, desde julho de 2002.

Além das empresas, também as prefeituras de São Paulo, Barueri, São Caetano do Sul, Carapicuíba, Diadema e Santo André usam o produto para efetuar a lavagem de ruas e avenidas, consumindo 34 milhões de litros de água por mês, com custos bastante reduzidos para esses municípíos, que pagam R$ 0,36 por mil litros de água.

A prática do reúso da água está se disseminado, levando muitas empresas a adotarem procedimentos para recuperar e reciclar o produto dentro dos próprios processos industriais, resultando na redução do consumo de água potável, com grandes benefícios para o meio ambiente.

 



Texto:
Cris Olivette
Fotos:
Pedro Calado
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