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A municipalização do licenciamento
ambiental foi tema da palestra apresentada pelo presidente da CETESB -
Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, Rubens Lara, no Curso
"A Responsabilidade dos Municípios com a Nova Legislação
do Meio Ambiente", promovido pela Associação Paulista
de Municípios - APM, no dia 6 de agosto último, no São
Paulo Hilton Hotel.
O objetivo do encontro foi transmitir aos prefeitos, vereadores e técnicos
dos executivos e legislativos municipais, como deve ser a organização
ou o aperfeiçoamento das estruturas municipais que cuidam do meio
ambiente. Além da questão da transferência da fiscalização
e do licenciamento ambiental para as prefeituras, outro assunto abordado
durante o curso foram as questões relacionadas ao tratamento e
disposição final de resíduos sólidos, esgotos
e efluentes industriais, em palestra do diretor de Engenharia, Tecnologia
e Qualidade Ambiental da CETESB, Lineu Bassoi.
Lara iniciou sua palestra lembrando o ex-governador Franco Montoro, que
foi na sua opinião "um grande municipalista" que sempre
defendeu toda e qualquer iniciativa para o fortalecimento das cidades.
"Montoro sempre observava que as pessoas não moram na União
ou no Estado, mas nos municípios", lembrou, acrescentando
que estava ali para instigar os representantes dos executivos presentes
a se credenciarem junto à Secretaria do Meio Ambiente e CETESB
para assumirem o licenciamento ambiental no âmbito municipal. "O
município possui melhores instrumentos e condições
para atuar preventivamente na questão dos impactos locais ou de
vizinhança", disse.
Em sua apresentação, o presidente da CETESB explicou quais
são os requisitos básicos para que o município possa
efetuar o licenciamento ambiental: possuir um Conselho Municipal de Meio
Ambiente, profissionais habilitados e legislação ambiental
específica e em vigor. Falou ainda sobre o recente convênio
assinado com a Prefeitura de Santo André, que será o primeiro
município do Estado a reunir condições para fiscalizar
e licenciar empreendimentos de pequeno impacto ambiental, por intermédio
do Serviço Municipal de Saneamento Ambiental - SEMASA.
Ao encerrar a palestra, anunciou que, até o final do próximo
ano, a CETESB deverá firmar convênios com mais dez municípios,
sendo um em cada regional, criando modelos para a descentralização
das atividades de licenciamento para as prefeituras de menor porte. "A
estimativa é de que 70% das atividades licenciáveis podem
ser municipalizadas, por apresentarem reduzido potencial de impacto no
meio ambiente", concluiu.
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